domingo, 7 de abril de 2019

Aveiro

Partimos em direção a Aveiro usando a A1.
Chegamos na cidade uma hora depois e estacionamos bem longe moliceiro, mas foi bom. Pudemos fazer todo o canal caminhando até lá. Começamos no Cais da Fonte Nova.
Ali fica a antiga fábrica de cerâmica Jerónymo Pereira Campos, que hoje é centro de eventos da cidade.
A cidade é colorida, fofa, bem cuidada, um encanto. 
Tá! Eu sei que todas são, mas não é culpa minha. Todas porque passei são adoráveis. Fazer o que? Aveiro tem um quê especial por se situar entre canais e perto do mar. 
Caminhamos vagarosamente aproveitando todos os recantos para fotografarmos.
Entramos no mercado da cidade e compramos peras.
Paralelamente ao Cais do Côjo tem um enorme shopping aberto chamado Fórum. Você está caminhando na calçada e quando vê já está no shopping, entra e sai dele como e estivesse numa calçada. Ali tem todas as lojas comuns que se encontram em shoppings europeus.
Saímos da li e na Praça General Humberto Delgado tiramos fotos das quatro estátuas que ficam na ponte que atravessa o canal. 
Não quisemos dar uma volta no barco, apesar dele ser encantador, porque fizemos todo o trajeto a pé e curtimos tudo.
Descansamos no Jardim do Rossio e depois continuamos pelo lado oposto entrando na parte histórica da cidade.
Muitas reentrâncias, com inúmeros restaurantes charmosos, até que chegamos no Mercado do Peixe
Ficamos um tempo ali e depois fomos ver a Igreja de Vera Cruz que é muito bonita.
Bom, tínhamos caminhado um bocado até ali e rumamos de volta ao carro. Estava quente, tinha sol mas tinha uma brisa que tornava tolerável a pernada.
Resolvemos visitar as praias de Ílhavo, vizinha de Aveiro.
A primeira que paramos pegando a A25 foi a Costa Nova. Sofisticada, com casinhas chamadas de palheiros, que seguem um padrão de pintura e eram antigas fabriquetas de salga de sardinhas. Tem muitos locais agradáveis que devem lotar no verão.
Fomos até a praia lá as pessoas não caminham nas dunas, elas são protegidas. Tem caminhos de madeira e passarelas por toda a praia para que aquele ecossistema seja preservado. Uma delícia e um encanto.
O mar é azul, areia branquinha... não faltou vontade de entrar na água.
Saímos dali, voltamos pro carro e fomos pra praia da Barra (ou Paredão da Barra).
Comemos num restaurante na Barra e fomos caminhar até o Farol.
Criei coragem e fui colocar os pés na água... socorro... que gelada. Mas absolutamente limpa.
A vista do Farol é linda e atravessando de ferry ali você vai para a praia dos
pescadores do outro lado, chamada São Jacinto. Não fomos, mas espero um dia voltar.
Foi duro dizer tchau para Aveiro. Que amor de cidade! Ela é chamada de Veneza portuguesa, devido ao grande número de canais e tal, mas o mar e a consciência ecológica foi o que me encantou mais ainda.
Pegamos a estrada de volta para Porto com aquele gostinho de saudade.
Não deixem de conhecer essa cidade se forem a Portugal. 

Braga

Saímos de Guimarães, pegamos a A11 e em 25 minutos entramos em Braga,
onde foi igualmente complicado achar uma vaga para estacionarmos. Acabamos deixando na descida da Rua do Matadouro.
Passamos pela Escola Velha da Sé e fomos pra Catedral da Sé. Lindíssima. Desde ali percebemos um clima diferente em Braga. Depois de um tempo essa percepção se confirmou porque soube que é a segunda cidade melhor de visitar para turistas europeus.
Cidade cheia de gente circulando, muita gente passeando.
Chegamos nos Jardins de Santa Bárbara e seguimos em direção à Praça da República que é absurdamente linda, cheia de flores bem cuidadas, um mega chafariz que fazia contraste com o sol gerando arco íris. Também um monte de igrejas ao redor. 
Visitamos a Basílica dos Congregados, fizemos o contorno da Igreja dos Terceiros.
Fomos devagarinho na direção oposta a que tínhamos subindo, ora entrando numa lojinha, ora fotografando alguma peculiaridade.
Eu fiquei simplesmente apaixonada pela cidade, pela vibração, pela beleza e o cuidado que ela recebe.
Realmente Braga faz jus à alcunha de coração do Minho.
Entramos no carro para ir embora querendo ficar. 
Voltamos à Porto no final da tarde.

Guimarães

Quinta-feira - 28-03-19
Saímos depois do café, rumo à Guimarães, saindo pela A3 e depois pegando a A7. As duas estradas tem o mesmo esquema de pedágios das do dia anterior.
Chegamos em Guimarães cerca de uma hora depois.
A cidade é toda linda, cheia de monumentos e história (nada diferente das demais).
Ela é considerada a cidade berço, onde foi fundado Portugal, pelo então rei Dom Afonso Henriques.
Deixamos o carro estacionado (eita dificuldade em conseguir um lugar!) e ao sairmos demos de cara com o letreiro Aqui Nasceu Portugal na Torre da Alfândega. 
Seguimos para o Largo do Toural, fomos subindo devagarinho apreciando a beleza das ruazinhas. 
Chegamos nos Jardins do Carmo e entramos na Colina Sagrada
Ali vistamos o Castelo de Guimarães, depois a capela e o Paço dos Duques. Ficamos um bom tempo perambulando porque a paisagem é linda e o dia estava ensolarado.
Na descida, entramos na Igreja Nossa Senhora do Carmo e pudemos visitar a parte superior que é barroca e original de meados de 1700. Emocionante ver como foram preservados aqueles afrescos.
Ao sairmos, resolvemos almoçar e paramos no Restaurante Mumadona, que estava cheio de locais... parecia ser bom. 
Pedimos ensopado de cabrito... que delícia. Matamos o que estava nos matando. 
Guimarães é muito linda e deve ser uma delícia viver ali.
Após o descanso e o almoço, pegamos o carro e fomos até Braga.

Serra da Estrela

Terça-feira - 26/03/19
Pegamos a estrada por volta das 8:30 e seguimos pela A1 até a entrada para Viseu, usando a A25. 
Igrejinha da Santa Casa de
Gouveia
Na A1 o pedágio é aquele que você pega o passe ao entrar e na saída paga o que usou da estrada. Deu cerca de uns 3 Euros. Na A25 é um pedágio que vai acumulando na placa do seu carro, não precisa parar nem nada. Nos dias subsequentes você vai até uma tabacaria qualquer credenciada no QPago e paga o total de pedágios que passou. Também não é caro, considerando a qualidade das estradas.
Numa delas, numa descida muito íngreme tem umas saídas arenosas com elevação para os caminhões que por azar perderem os freios entrarem nelas e poderem parar. Achei sensacionais.
Bom, seguimos até Gouveia, no pé da serra. Duas horas de viagem, 168 km. 
Sopa de feijões verdes
A cidade de Gouveia é uma fofura. Toda limpinha, com monumentos, igrejas, muita história e pouco movimento. Dizem que ela teria sido habitada desde o século VI antes de Cristo. Existem fragmentos dessas épocas em alguns locais dali.
Encontramos um restaurante e comemos risoto de pato, com uma sopinha de feijões verdes antes. O senhorzinho que nos serviu era uma simpatia.
Depois fomos até o belvedere da cidade e seguimos nosso caminho em direção à Manteigas, o que levou mais ou menos uma hora.
Essa cidade linda e branquinha é o ponto onde os turistas param normalmente, no inverno para descansar e depois seguir para a Torre (local mais alto de Portugal) e para as pistas de esqui. Mas nós passamos, por ela e seguimos adiante pois já tínhamos reservado hotel em Covilhã.
Castelo de Belmonte
A estrada é bem sinuosa e chega dar um medo das ribanceiras que se passa bem pertinho.
Antes de chegarmos em Covilhã, passamos por Belmonte do lado oposto que entramos na serra. Belmonte é a cidade onde nasceu Pedro Álvares Cabral e a cidade com a maior comunidade judaica de Portugal.
A cidade é cheia de história a exemplo de todas as demais, tem vários monumentos, castelos e sinagogas. Conseguimos nos perder, na pequena cidade porque como as outras, ela remonta de séculos atrás e não tinha uma organização de ruas como hoje. 
Depois de tomarmos um café numa pequena cafeteria, percebemos que estávamos do lado oposto do Castelo de Belmonte, onde tínhamos estacionado o carro na frente. Dê-lhe pernas! Paramos numa sinagoga para pedir informação e o senhorzinho foi mega atencioso com esses dois bobos brasileiros.
Achamos o carro e rumamos para Covilhã. Dei uma folga pro Paulo e fui dirigindo. 
Sem mentira, a subida pro hotel que é na encosta da serra, é tortuosa, estreita e fui atrás de um ônibus quase todo tempo. A cidade é pregada nas ribanceiras... não sei como aquele povo faz para ir de um lado pro outro,
Paisagens bucólicas
subindo e descendo... mas enfim, chegamos ao nosso hotel... fiquei boba. 
Como era baixa temporada conseguimos um preço legal no Luna dos Carquejais. Um desbunde. Imagino que no inverno ele fique lotado. É muito lindo e a paisagem lá de cima mais linda ainda.
Tomamos um banho, descansamos e descemos para comer no restaurante. 
A exemplo de todos os portugueses que socializamos, o maitre e o garçon foram de uma simpatia tamanha que ficamos conversando longamente.
Eu comi uma truta e o Paulo comeu bacalhau. De sobremesa um mousse de lima... dos deuses. O vinho foi sugerido pelo maitre que nos trouxe um vinho branco raro da serra, por ser uma produção pequena e limitada. Muito bom!
Amamos. Aliás, todo mundo gosta de ser bem tratado né?
...
Quarta-feira - 27/03/19
Pouca neve  na Torre
Acordamos e fomos para o cafe(zão) da manhã do hotel.
Tinha tanta coisa que acabei comendo o trivial... mas o Paulo... heheheheh! Se ele ler isso me mata. Mas tava muito bom. Aliás, os pães de Portugal... affffff!
Fechamos a conta e saímos direto para a Torre.
O caminho é lindo e eu imagino que no inverno a visibilidade deva ser bem difícil devido à neve. Pudemos ver a barragem Covão do Ferro, mas sem neve ela é só mais uma barragem.
Encontramos neve, bem pouca, mas sim. Lá em cima da Torre inclusive dava para fazer um "esquibunda" se quisessem.
Compramos umas coisinhas típicas na banca lá de cima, tiramos muita foto, passamos frio e começamos a descida.
Conhecemos Loriga, uma cidade lindinha, pequena, branquinha e como todas as outras, com pouquíssima gente na rua. Caminhamos por ela e depois rumamos
Loriga
para Alvoco da Serra e Cabeça. Nessa última, com exceção de um caminhãozinho, não vimos viva alma. Também, tem 178 habitantes... deviam estar dormindo depois do almoço...
No retorno entramos nas praias fluviais de Loriga. Que coisa mais linda! Vários locais para banho na beira de um rio e uma ponte super antiga fazem da paisagem um cartão postal.
Voltamos então em direção à cidade de Seia, para sairmos da serra. Paramos num big mercado, tomamos a sopa do dia (sopa de pedra, juro!) e seguimos para Porto.
Vimos bastante coisa na serra, paramos para fotografar porque as paisagens são lindas. Obviamente que se tivesse mais neve seria mais bonito, mas super valeu a pena. Fiquei com a impressão de voltar no tempo em alguns lugares. 
Aquela parte central de Portugal transpira história.
Adorei. 

Porto

Domingo, 24-03-19 - partimos à Amsterdã bem no horário no vôo KLM 2006. Esperamos um tempo e às 11:35 voamos de Transavia (parceira holandesa da KLM) para Porto. Vôos bem tranquilos, low cost.
Francesinhas
Aterrisamos em Porto por volta das 13:15, tendo que atrasar o relógio em uma hora relativamente à Paris.
Pegamos a bagagem, fomos pra frente do desembarque e tinha uma van da Guerin (as locadoras normalmente tem esse shuttle) onde alugamos o Peugeot para nossa estadia.
Vizinhas
Chegando lá foi bem rápido, era domingo, estava vazio. Saímos com o GPS do Google Maps mesmo e como não era dia de trânsito intenso, por volta das 14:30 estávamos no nosso AirBnb. Os anfitriões, Inês e seu pai Narciso, nos aguardavam. Deram bastante dicas, foram super atenciosos. O local privilegiado no bairro da Boavista, com um apartamento super equipado, novinho, lindo, nos deixou mega felizes.
Rotunda
Deixamos nossas coisas e saimos em busca de um almoço.
Fomos até o Mercado Bom Sucesso, e almoçamos num restaurantezinho do lado de fora. Eu peguei uma francesinha normal e o Paulo com fritas. Delícia! E eu estava varada de fome.
Depois entramos no mercado. Imagine um lugar com todas as variedades de comidas portuguesas. Nham!!!
Amamos, cerveja boa, doces bárbaros, e até uma livraria!!!! Pertinho do apartamento o que foi melhor ainda!
Voltamos para casa, depois de dar uma passeada pelas cercanias, abrimos malas, e fomos descansar.

Segunda, 25-03-19 - neste dia tomamos um café caprichado, até porque tinha um mercado quase embaixo do prédio e aqueles pães de todos os tipos, quentinhos... os croissants!!! Chego a salivar de pensar...
Bom, saímos a pé e caminhamos até a praça da República. Dali descemos em direção ao centro histórico. 
Entramos em algumas da milhares de igrejas que tem no Porto. Uma mais linda que a outra, mas depois de tantas fica difícil lembrar qual é qual.
Subimos na Torre dos Clérigos e demos sorte que no fim do passeio na torre, dentro da igreja estava tendo um mini concerto de órgão. Sentamos ali para escutar e descansar.
Depois entramos na Lello... uma fila e um ajuntamento de gente enorme. Valeu para conhecer, mas não é assim que eu gosto de estar em uma livraria. 
Caminhamos bastante, fotografamos muitas fachadas lindas, azulejos e entramos da Estação São Bento. DIVINA! Tem que visitar estando em Porto.
Saímos dali em direção à Avenida dos Aliados, onde tem a Praça da Liberdade
Dali paramos para comer um bacalhau que estava divino num restaurante pequeninho perto da Santa Catarina (parecida com a nossa rua da praia aqui em Porto Alegre).
Descemos quase rolando até a Ribeira. Ficamos por ali curtindo o clima, os estudantes fazendo aquelas apresentações, uma cervejinha, contemplação mesmo. 
Depois atravessamos a Ponte de Dom Luís, paramos um pouco para ver uns rapazes que se atiravam no Douro em troca de dinheiro, e seguimos caminhando pelo lado de Gaia.
Chegando no bondinho, ganhamos uma prova de vinho do porto na vinícola Santa Eufêmia. Em seguida fomos de bondinho até a parte alta de Gaia e ali a vista é algo de espetacular. Seguimos vagarosamente pela parte de cima da Ponte de Dom Luís para o lado do Porto.
Lelo
Dali a vista da Muralha Fernandina e do Mosteiro da Serra do Pilar é sensacional.
Seguimos vagarosamente procurando o caminho para voltar até em casa. Passamos pelo Bolhão temporário (o Mercado do Bolhão está sendo reformado então o temporário está junto dum shopping perto da Av. Santa Catarina).
Paramos na Santo Ildefonso numa cervejaria artesanal chamada Levare. Batemos papo com um dos rapazes, acompanhamos a manufatura da cerveja que fica envidraçada e é possível ver. O aroma do lugar era muito bom.
Depois de abastecer fomos caminhando até em casa. Só esquecemos que tínhamos subidas pela frente já que na ida descemos tudo aquilo.
Ao chegar em casa meus pés latejavam. Comemos e descansamos.

Terça, 26-03-19 - Acordamos, arrumamos nossas coisas em mochilas, tomamos café e Serra da Estrela!!!

Quarta, 27-03-19 - Voltamos de nossa viagem para Serra da Estrela. Hora de descansar e relaxar.

Quinta, 28-03-19 - Saímos para Guimarães e Braga. Retornamos finalzinho da tarde e fomos caminhar na vizinhança. Acabamos conhecendo vários lugares na volta do apartamento. A igrejinha romântica da Cedofeita ficava bem pertinho.

Sexta, 29-03-19 - Acordamos mais cedo e partimos para Aveiro. Na volta caminhamos pela volta do apartamento.

Santa Catarina
Sábado, 30-03-19 - Neste dia fomos para a Av. Santa Catarina, exploramos vários shoppings, coisa não muito usual nas nossas viagens. Compramos algumas coisinhas. Paramos para almoçar na Santa Catarina mesmo, fomos na FNAC, passamos pelo Café Majestic e tomei um sorvete maravilhoso na Amorino.
Depois continuamos explorando o Bolhão provisório, o shopping encostado nele e caminhamos para casa. 
Descansamos e saímos para o Mercado Bom Sucesso. Tomamos cerveja, comemos e relaxamos por ali mesmo.

Parque da Cidade
Domingo, 31-03-19 - Saímos mais tarde, de carro, e fomos ao Parque da Cidade. Tem estacionamento gratuito. Deixamos o carro ali e ficamos horas passeando pelas alamedas e lagos daquele lindíssimo parque. Fomos parar na praia onde está o Castelo do Queijo, em Matosinhos. Paisagens deslumbrantes. 
Visitamos o Castelo do Queijo e curtimos o clima. Estava cheio de crianças fazendo aulas de surfe.

Muitas fotos e muitas caminhadas depois retornamos pelo outro lado do parque em direção do estacionamento.
Parque da Cidade
Rumamos de carro para a Foz do Douro. Estacionamos no Jardim do Passeio Alegre, na Praia das Pastoras e comemos algo na feirinha que estava rolando ali. Fomos ver a foz e o Farol das Felgueiras. Realmente as ondas são fortíssimas e a maré estava baixa. Imagino como seja na maré alta. Vimos tombos, banhos e deslizes também. Divertidíssimo.
Felgueiras
Voltamos ao Passeio Alegre, fomos tomar um cafezinho. Depois sentamos num banco da praça, o Paulo cochilou e eu li um bom pouco do meu livro.
A tarde passou tranquila e serena como um domingo tem que ser.
Saímos dali e fomos costeando o Douro até quase a Ribeira onde fomos obrigados a rumar para o centro porque ali acabava a rua da margem que tem vários nomes ao longo dela.
Retornamos cansados e felizes para casa.

Segunda, 01-04-19 - Neste dia, depois do café fomos explorar a Rotunda da Boa Vista com aquele monumento do leão maravilhoso.
Rotunda da Boa Vista
Monumento aos Heróis da 
Guerra Peninsular
Entramos na Casa da Música, que é algo maravilhos arquitetonicamente falando. 
Saímos dali e fomos visitar o cemitério de Agromonte. Ele é bem bonito, com várias obras bonitas homenageando alguns ilustres enterrados ali.
Entramos num shopping ao lado do Mercado Bom Sucesso. Compramos algumas coisas e depois almoçamos um bacalhau maravilhoso no mercado.
Bacalhau com Nata
Fomos para casa largar as coisas, pegamos um metrô e descemos perto da ribeira. Andamos num passeio daqueles barcos que sobem o Douro e depois voltam até a Foz. As paisagens olhando de dentro do barco são lindas demais. De qualquer um dos lados.
Acabamos o passeio, começou a chuva. Entramos num café e tomamos um americano com um salame de chocolate. Nham.
Pegamos o metrô de volta para casa e aí sim, fazer as malas pra voltar. Tristeza...

Terça, 02-04-19 - Limpamos e organizamos as coisas, colocamos as malas no carro, devolvemos a chave do apartamento e fomos em direção à locadora. Depois enfim aeroporto... fizemos nosso checkin para Paris e em Paris para Rio de Janeiro.

Portugal definitivamente conquistou meu coração. Que país lindo, que gente querida, que comida!! Amei! 

Lembranças:
Matoisnhos

Parque da Cidade

Ponte Dom Luís

Azulejos da Estação São Bento

Carrosselzinho....

sábado, 6 de abril de 2019

Paris - 2019

Viajamos no domingo (17/3) saindo de PoA para SP (GRU) e dali um vôo direto (AF459) pela Air France para Paris.  
O atendimento foi tranquilo, conseguimos os dois dormir um bom pedaço da madrugada, chegando assim menos cansados no Charles de Gaulle.
...
Segunda-feira, 18-03-19
Arco do Triunfo
O avião aterrisou por volta das 11:20 da manhã. Saímos dali com a bagagem direto para a estação TGV. Pegamos o RER B até Châtelet e ali trocamos para o Metrô para Olympiades (a mais próxima do nosso AirBnb.
Ficamos próximos à Place de Italie, no 13º Ard.
Deixamos as bagagens fomos a um Carrefour Express e compramos nosso almoço: vinho, baguete, queijos e fiambres. 
Terminamos nossa refeição e saímos de casa direto para a Champs-Élysées (que havia sofrido ataques dos coletes amrelos no sábado anterior). O Paulo não conhecia e como íamos ficar cinco dias apenas, tínhamos que usar o tempo muito bem. 
Eiffel
Fomos caminhando por ali, vendo as lojas, os estragos e tudo mais. Chegando no Arco do Triunfo atravessamos a passarela subterrânea e ficamos por ali admirando aquela obra linda. 
Depois caminhamos em direção ao Trocadero, e o Paulo teve sua primeira visão de perto da Eiffel. É sempre muito mágico chegar ali, ficar pertinho, e como estava anoitecendo, o acender das luzes da torre deixou tudo mais mágico.
Para voltar, pegamos um chocolate quente para aquecer e tomamos o metrô.
Chegamos em casa, tomamos banho e praticamente desmaiamos na cama.
...
Terça-feira, 19-03-19
Notre Dame
Acordamos por volta das 9:00, tomamos nosso café e saímos para bater perna. Pegamos metrô até a estação Cité que fica do lado da Notre Dame. Vimos o marco zero da cidade e depois fomos visitar a Catedral, que continua com a entrada free. Só tem que passar pelo controle de segurança. Se quiser tem a opção de ver as relíquias por 5 euros (o que são as relíquias?). A Santa Coroa de Espinhos é venerada toda a 1a. sexta-feira do mês e toda sexta-feira da Quaresma às 15:00. E toda Sexta-feira Santa das 10:00 às 17:00.
Bom, saímos dali e ficamos caminhando na feira de flores que tem logo do ladinho. É um encanto. Recomendo. 
Pensamos em visitar a Saint-Chapelle mas a fila estava imensa e não andava. Caminhamos em direção à Tour Saint Jacques (aquela que só sobrou a torre de onde o guardião jogava metal incandescente para baixo, na água, para fazer meodas).
Feira de Flores da Cité
Para ir até a Torre passamos pela Conciergerie (maravilhosa, onde várias figuras, incluindo Maria Antonieta esperaram a guilhotina). Cruzamos a Ponte au Change e caminhamos uns cinco minutos.
Aproveitamos para almoçar por ali mesmo, num restaurante com buffet livre (raridade de Paris) e depois saimos pela Rue de Rivoli até o Louvre
Ficamos fazendo aquelas fotos da Pirâmide, admirando os jardins das Tuilleries até o horário do tour que o Paulo tinha previamente comprado no site do PARIScityVISION. Particularmente acho que não vale a pena. O tour combinado com o passeio de barco, na sua primeira parte é feito em ônibus fechado e passa em media dúzia de lugares suficiente para chegar na beira do Sena embaixo da Eiffel de onde saem os barcos. Isso leva uma hora por conta do trânsito. Não façam esse tour. Se quiserem fazer o passeio de barco é bem mais barato ir no cais e comprar de qualquer um dos disponíveis. 
Bom, o passeio de barco foi tranquilo, dia ensolarado, tudo lindo. Levou mais ou menos uma hora também. 
Depois saímos dali caminhando e tomamos o metrô na frente do Grand Palais.
Já era noite, portanto passamos no super, reabastecemos e fomos pra casa.
...
Quarta-feira, 20-03-19
Vênus de Milo
Acordamos mais cedo, tomamos nosso café e fomos até a estação Porte d´Ivry pegando um trem até o Louvre. Descemos na estação Palais Royal Museé du Louvre que já é um espetáculo à parte.
Monalisa
Ali fizemos o de praxe. Vimos a Gioconda, a Vênus de Milo, o quadro da Liberdade (AMO!), as muralhas da cidade de Paris no subsolo, os objetos de toda a antiguidade (múmias, sarcófagos, utensílios, etc.).
Saímos do museu, passeamos nos jardins do Palais Royal e almoçamos por ali.
Fonte dos Medici
Depois tomamos um metrô e fomos até a Igreja Saint German des Prés (que foi abadia). Ficamos ali, depois caminhamos pela Rue des Canettes (aquela que foi muito frequentada pelos estudantes e pensadores no século 13, pois era a mais acessível financeiramente falando - traduzindo: rua das Latinhas). 
Em seguida fomos até a Igreja Saint Sulpice (aquela que estava esquecida e voltou a ser procurada por estar num dos livros do Dan Brown). 
Entramos nos Jardins de Luxemburgo, aproveitamos o clima e sentamos nas  cadeiras sempre disponíves por ali. Enquanto o Paulo tirava um cochilo aproveitei para ler.
Depois continuamos andando pelo Jardim, saímos pelo extremo oposto e fomos conhecer o Panteão que logo ali perto.
Tomamos um  café com croissant et pan de chocolat e seguimos para o Odeon e Carrefour de Odeon. Passamos pelo primeiro café de Paris, o Le Procope de 1686.
Cruzamos a Ponte Neuf (a mais antiga ponte do Sena) e rumamos ao metrô direto para casa.
Quinta-feira, 21-03-19
Acordamos cedo de novo e fomos até a Torre Eiffel que eu tinha comprado
Eiffel
antecipadamente para subirmos às 9:00. Chegando lá, está bem diferente da outra vez, cheio de controles de segurança. Daquela vez qualquer um podia ficar embaixo da torre. Só era regulada a subida. Agora tudo está diferente. Com razão.
Bom, subimos até o último nível, ficamos um tempão por lá contemplando o Champ de Mars e toda Paris. Muito lindo e emocionante porque pensei que não ia nunca mais voltar pra Paris, tampouco pisar na Torre outra vez.
Depois de muitas fotos e suspiros descemos as escadas para
Inválidos
aproveitar mais o tempo ali em cima.
Sentamos numa praça ao lado do Trocadero, comemos um lanche e eu li um pouco. Estava rolando uma feira de gastronomia das nações na frente do Palais de Chailot, pagamos 4 euros e entramos. Tinha especialidades gastronômicas árabes, orientais, americanas, européias, para todos os gostos. Eu comi um pastel de belém e um café da banca portuguesa, porque recém tinha lanchado.
Saímos dali para a estação Champ de Mars até Inválides e caminhamos até o Museu dos Inválidos. Visitamos os museus (sabiam que o cavalo empalhado de Napoleão está lá?) e a tumba do Napoleão. Eu já tinha feito tudo isso, mas o Paulo não. Então eu acredito que isso seja o básico de uma primeira visita. 
Philharmonie de Paris
Voltamos para o apartamento e nos arrumamos. Tínhamos programado um concerto na cidade da música. O Paulo comprou ingressos pra Philharmonie de Paris. Pegamos dois trens de superfície até a estação Porte de Pantin e chegamos na casa da Filarmônica. Assistimos o prelúdio com estudantes de música e depois fomos perambular por ali.
É um complexo imenso só para a música, para o ensino dela e formação de pessoas. É lindo... quem dera existissem por todo o planeta. 
Depois de um cafezinho voltamos ao salão e sentamos em nossos lugares para assistir um concerto magistral. Muito lindo ouvir Ravel (Une Barque sur L'Ocean) naquele lugar.
Voltamos extasiados para casa.
Sexta-feira, 22-03-19
Moulin Rouge
Acordamos um pouco mais tarde. Tomamos nosso café tranquilamente.
Ruelas de Montmartre
Depois nos dirigimos para Montmartre. De cara paramos na estação Abbesses (a mais profunda de Paris e que não tem elevador)... ela é toda decorada, mas dá um cansaço...
Saimos dali direto pra pracinha do Le Mur Des Je t´Aime, que tem escrito "eu te amo" em tudo que é língua.
Passamos o dia por lá, subimos até o topo, andamos no trenzinho que faz o bairro, visitamos a Sacre Coeur (linda), tomamos a famosa sup de l´onion num lugarzinho charmoso. 
Descemos a Rue Lepic, passamos pela frente da casa em que Van Gogh morou.
Café des doux Moulins
Fomos e tomamos café no restaurante da Amélie Poulain (Café des doux Molins). 
Passeamos pela avenida do Moulin Rouge que é cheia de cabarés e sex shops. 
Para finalizar essa tarde linda, fomos na Gallerie Lafayette. Um paraíso de consumo, uma riqueza de doer os olhos. Subimos até o terraço e dali a vista de Paris era linda. Várias fotos do por do sol com a vista da Eiffel ao longe.
Voltamos para casa e nessa noite o Paulo fez uma massa maravilhosa.
Sábado, 23-03-19
Acordamos mais tarde, e como era o último dia queria fazer também algo que eu nunca tinha feito. Pegamos metrô até a Gare de Lyon (gigantesca!) e dali fomos a pé até o Coulée Verte René Dumont.... é  tipo a High Line de Nova Iorque. Foi feito no final da década de 80 um jardim suspendo numa antiga construção que era usada para uma linha de trem. São quatro quilômetros de folhas, folhagens e jardins suspensos.
Caminhamos por ali e depois fomos até a Bastilha e ao Canal Saint Martin (cheio de barcos casa). 
Voltamos para o apartamento e arrumamos as nossas coisas, afinal a segunda parte da viagem seria na madrugada seguinte.

Domingo, 24-03-19
Agendamos um Uber para ir até o aeroporto para às 05:30 da manhã. Lá estava ele. Nos deixou direto no 2E, de onde partiu nosso primeiro vôo da escala, até Amsterdã.

À bientôt - peut-être - Paris!

Quelques souvenirs et beaucoup de nostalgie:




Pirâmide inversa do Louvre
Eiffel




Embaixo da ponte AlexandreIII

Inválidos


Sopa de cebola

Pont Neuf

Trocadero visto de cima da Eiffel

Ornamento pra água benta na Saint Sulpice

Corvinho nas Tulherias

Fim de tarde na cidade da música

Inválidos





Muro do Je t´Aime