sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um Brinde à Vida! - 2014

Filme alemão muito bom. É um drama bem costurado, muito tocante. Fala sobre a velhice, a solidão, passados mal resolvidos, segredos guardados.
As atrizes que fazem o papel principal jovem e na maturidade são maravilhosas.
Trilha sonora perfeita.
No IMDB
Nota 7,5.
Recomendo. 

Sinopse do Adoro Cinema: Sofrendo com um grande segredo, Jonas (Max Riemelt) está fugindo de sua antiga vida. Ele chega em Berlim bem a tempo de salvar a vida de Ruth (Hannelore Elsner), uma antiga cantora de cabaré, que tentou cometer suicídio. Com uma grande diferença de idade entre os dois e com experiências totalmente opostas na vida, eles formam um inesperado e intenso vínculo. Agora, um vai ajudar o outro a superar seus medos e encontrar uma razão para viver. 

Diretor: Uwe Janson 

Elenco Principal: 
Max Riemelt 
Sharon Brauner 
Mathieu Carrière 
Hannelore Elsner 
Catherine H. Flemming 

Trailer:

Cidades de Papel - 2015

Baseado no livro homônimo de John Green, é uma boa pedida para o público teen. Os jovens atores são bons, mas nada excepcionais. A história é tipicamente americana. Dá para assistir com a família comendo pipoca. 
No IMDB
Nota 6,5. 
Recomendo. 

Sinopse do Adoro Cinema: A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro. 

Diretor: Jake Schreier 

Elenco Principal
Nat Wolff 
Cara Delevingne 
Austin Abrams 
Justice Smith 
Halston Sage 

Trailer:

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Convivência Nas Ruas Com o Ser "Nada Humano"

Título sugerido por Alberto Tielka. 
Texto redigido por Marilia Bavaresco. 

"Muita paciência!" pensava ele naquela manhã abafada e chuvosa de segunda-feira. Saiu de carro sem café e atrasado para o trabalho. Ao chegar na esquina de casa, o motor parou. Esperou uma hora pelo socorro do seguro. Carro levado para oficina. 
Estava indo a pé para o ponto de táxi quando um ônibus passou numa das dezenas de poças d´água e ele tomou um banho de esgoto.
Resolveu ligar pro serviço para avisar o motivo do atraso. Telefone sem rede...nem dados. Quando largou no bolso, caiu no chão. Espatifou todo o aparelho.
Depois de juntar o que sobrou, avaliou que devia ir para casa. Ao chegar no seu prédio não encontrou sua chave e o porteiro não estava no seu posto. Chamou pelo interfone e a empregada não atendeu. Resolveu esperar algum vizinho sair para poder entrar. Depois de uns quinze minutos, uma senhorinha saiu para levar o cachorro para fora. Abriu o portão para ele e puxou papo lenga-lenga por uns dez minutos. Enquanto falava com a idosa o cachorro fez xixi na sua perna.
Subiu as escadas até o sétimo andar porque o elevador estava em manutenção. A empregada demorou uns vinte minutos até abrir a porta por conta do volume do rádio.
Tomou um banho de água fria porque não tinha gás, se vestiu e decidiu sair de novo rumo ao escritório.
Ao abrir a porta do apartamento o gato fugiu escada acima. Saiu atrás do gato até o último andar. Pegou o bichano, desceu e a porta estava fechada de novo, som a todo volume.
Quase espancou a porta mais uns quinze minutos até a empregada surpresa abrir para ele. 
Pegou suas coisas, fechou a porta, mas desta vez estava com a chave.
Ao sair da portaria do prédio, percebeu que a chuva passara e o sol estava
rachando. Começou a suar e ainda estava com o guarda-chuvas gigantesco na mão. Azar.
Continuou até o ponto de táxi. Não podia chamar Uber sem celular. No ponto um aviso: paralisação dos taxistas por tempo indeterminado em protesto contra o Uber e falta de segurança. Era o que faltava...
Foi até a avenida e pegou uma lotação. Não tinha lugar, o que não era permitido por lei, mas devido à falta de transporte nesse dia foi liberado. Os passageiros se apertando e um senhor com mau hálito bem na sua nuca. Impossível respirar. Desceu umas duas paradas antes do ponto desejado porque ia vomitar.
Meio zonzo foi caminhando em direção ao prédio onde ficava o escritório. Nada pior poderia acontecer... ou poderia?
Estava tão distraído que ao cruzar a rua transversal, uma van quase bateu nele
freando bruscamente. O motorista desceu injuriado, xingando e com um cassetete na mão. Gritava que a convivência nas ruas com o ser "nada humano" estava tirando a sua sanidade e batia com o cassetete no chão próximo a ele.
Neste momento tudo escureceu.
Acordou numa cama de hospital. Estava amarrado. 
Dias depois quando o efeito dos remédios amainou seu péssimo estado nervoso, ele lembrou o ocorrido: arrancara o cassetete do motorista indignado, bateu muito nele, tirou a própria roupa e correu pelado em meio ao trânsito. Chamaram a SAMU que o sedou, pois estava fora de si. Assim permaneceu desacordado por uma semana internado numa clínica psiquiátrica.
Ao sair após a alta, voltou para o serviço. Tinha virado "meme" na internet devido às filmagens dos transeuntes no fatídico dia do seu colapso nervoso. 
Seus colegas todos foram cumprimentá-lo, mostraram as dezenas de vídeos, recebeu ligações de canais sensacionalistas para entrevistas.
Pediu demissão na mesma semana, pegou a rescisão e foi viver na beira do mar, numa praia quase deserta. Virou pescador e vive sozinho... e feliz.





Biquinho

Eu simplesmente AMO essa foto!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Foz do Iguaçu

Primeira Vez
Segunda Vez
Terceira Vez
Adendos
Fotos
Vídeos

A primeira vez que estive em Foz do Iguaçú, foi com a família, no início dos anos 80. Tinha dois irmãos do meu pai morando lá nessa época. Comemorei meu aniversário naquela cidade, era fevereiro e um calor do cão. Ficamos na casa do Tio José que foi cicerone da nossa viagem. 
Foram horas de estrada num Corcel, em cinco pessoas - 3 adultos e 2 crianças - partindo de Casca (RS) até Foz. 
Visitamos a Hidrelétrica de Itaipu ainda em construção e as cataratas. Na época as cercas eram de madeira nada seguras e lá onde a gente fica mais perto de uma delas, tinha um assento com apenas um encosto de madeira para apoiar. Muito perigoso. Meu pai derrubou a tampa fontal da câmera fotográfica. Lembro nitidamente da minha mãe brincando que ele tinha que pular e buscar.
No ano de 2011 fui com a amiga Giane visitar um casal amigo, o Cesar e a Maga do grupo dos gateiros. Visitamos as Cataratas já totalmente diferente da primeira vez em termos de estrutura. Também fizemos o Macuco Safari, que é imperdível. Para descer até o barco tem uma trilha em carros elétricos e depois a pé onde o guia
vai explicando a fauna e a flora local. Como se trata de reserva florestal, é tudo pensado em não agredir a natureza. O passeio do Macuco tem dois tipos: com ou sem emoção. Escolhemos o sem emoção por causa do medo da minha amiga, mas ainda assim ele passou bem embaixo de uma das cataratas e fez algumas voltas sinistras dentro da água. É maravilhosamente assustador. Hoje o Macuco custa R$ 190,00 por pessoa.
O que me chamou atenção na época foi a quantidade de quatis no parque todo. Eles não tem medo das pessoas, correm atrás para ganhar algum petisco (o que é proibido para o bem deles).
Também numa das noites fomos jantar em Puerto Iguazu, na Argentina. De carro, demoramos quase uma hora para passar a fronteira. Lá estando jantamos e bebemos sangria num restaurante bem acolhedor.
Neste feriado que passou, 20 de setembro, voltei a Foz com as amigas de longa data. Fomos em nove(9) pessoas e nos hospedamos no Hotel Carimã. É um hotel muito grande, já foi o
maior da América Latina. Tem 420 quartos, piscinas, restaurante, área verde, árvores frutíferas, passeio de barco, tirolesa, escaladas, recreação para crianças e muitas outras facilidades. A única coisa chata mesmo foi o grupo Fênix ter feito treinamento motivacional às 7:00 da manhã, para cerca de 200 participantes, gritando nos corredores do hotel e na área externa. Isso a plenos pulmões no domingo de manhã, único dia que tínhamos para dormir até mais tarde. Falta de respeito total.
No dia em que chegamos fizemos um city tour, visitando algumas partes da cidade e parando na Mesquita para conhecer. Pena que não deu para entrar por causa de uma grande reforma, mas o guia disse que é possível entrar, colocar uma indumentária típica e tirar fotos.
Há uma escola árabe em anexo e fomos dar uma espiada nas crianças.
Acabamos ficando num bar chamado Rafain (tem mil coisas com esse nome em Foz) e tomamos umas cervejas, petiscamos, rimos e fomos de volta pro hotel. Capotei de sono.
No dia seguinte encontramos as que chegaram de madrugada no café da manhã. Em seguida rumamos para o passeio. A primeira parada foi no Parque das Aves. É maravilhoso. Muito lindo e vale super a pena. Para quem gosta de animais, é passeio imperdível. 
Depois fomos ao Parque das Cataratas, almoçamos e em seguida as que foram para o Macuco ficaram lá. As que não fizeram (entre elas eu porque já tinha feito em 2011) passearam pelo parque fazendo a trilha tradicional, tirando muitas fotos, interagindo com os quatis e ficando encharcadas. O final da trilha dá num ponto de parada com lojinhas, ambulatório, banheiros, lanchonete e restaurante. Descansamos por ali até que as outras chegassem. Voltamos para o hotel.
Depois dum breve descanso e um bom banho, fomos ao Bar Capitão. Muitas opções de comida e bebidas e bom atendimento. Na hora de rachar a conta foi tranquilo dividir e os garçons não fizeram cara feia como é normal nesses casos.
No domingo, como já comentei, fomos acordados com berros e gritos vindos da janela... era aquele grupo motivacional às 7:00 da manhã fazendo dinâmicas. 
Passamos a manhã tomando chimarrão nas dependências do hotel, depois almoçamos. À tarde fomos à Puerto Iguazu na Argentina. Nenhuma demora para fazer a fronteira, diferente da outra vez. O guia Leandro explicou que é porque estávamos em vans de turismo que tem prioridade nas filas de aduana.
O Free Shop tem muita coisa, é grande e organizado. Cada uma viu o que
queria e na saída, conforme combinado, encontramos o guia na porta dos caixas. Seguimos para o marco das três fronteiras que na Argentina não precisa pagar (no Brasil precisa) e tiramos algumas fotos ouvindo o Leandro. 
Depois fomos à tradicional feirinha, onde alguns compraram produtos e a maioria comeu frios e empanadas num bar bem no meio dela. 
Na segunda-feira foi o dia de bater perna na Ciudad del Este no Paraguai. Começamos cedo e como era segunda-feira foi um dia mais calmo que habitualmente. Tinha bastante gaúchos por conta do feriado de 20 de setembro. O que dizer sobre o comércio? Tem tudo de tudo. Coisa a um terço do valor do Brasil e metade do preço do free shop argentino.
Vale super a pena quando se sabe o que quer comprar. Quando não se sabe a gente fica meio hipnotizado pela imensa quantidade de ofertas, lojas e ambulantes. É praticamente impossível não comprar absolutamente nada ali.
Visitei a Monalisa, Shopping Hill, Americana, Avalon, Mega de eletrônicos e depois de muito pernear, o guia nos pegou às 18:00 no Shopping del Este, próximo à Ponte da Amizade
Depois de um breve descanso no hotel e um banho reconfortante, fomos ao Capitão jantar. Eu pedi um escondidinho de carne seca e uma salada. Delícia!
Na terça tomamos nosso café, esperamos o transfer e voltamos a Porto Alegre.
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Adendos:

- No Hotel Carimã, evitar o café bem cedo porque está sempre lotado. Ir mais tarde é garantia de menos tumulto.
- Se a pretensão é fazer compras evitar de levar crianças pequenas. Elas não tem paciência e não é lugar delas.
- Fiquei doente na viagem e consegui antibiótico no Paraguai, pois não pedem receita.
- Para compras no Paraguai, é preferível dinheiro por conta do acréscimo que fazem quando compra com cartão (ainda tem o IOF).
- Fazer lista de compras antes de ir. É mais fácil focar no que se quer.
- Não dar bola pros ambulantes que tentam te empurrar badulaques, meias e afins de qualquer jeito. É assim mesmo e não vale a pena se estressar.
- Banheiros nas lojas maiores são mais limpos que nas galerias em geral. Lojas de rua não tem banheiros.
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Três Fronteiras - Brasil - pai, mãe, mano e eu
Cataratas - pai, eu, Omar e mano
Cataratas - eu, Omar e mãe
Macuco - Giane e eu
Jantar em Puero Iguazu - Argentina - Maga, Cesar, Giane e eu
Mesquita de Foz do Iguaçú
Mesquita de Foz do Iguaçú
Parque das Aves
Parque das Aves
Parque das Aves
Parque das Aves
Entrada das Cataratas
Quatis
Beleza sem par
Indescritível
Vôo
Antes das cataratas
=)
Marco das três fronteiras - vista da Argentina










Feliz

Rafaela e a amiguinha, verão de 2006, fevereiro, Torres, RS

terça-feira, 13 de setembro de 2016