terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

New York - Parte II

11.01.15 - Quando estou viajando sempre tenho a sensação de que ficar dentro de casa, hotel e tal é perda de tempo. Sou meio chata nesse quesito e sempre aviso quem está indo comigo. 
Neste dia especificamente tínhamos agendado uma Missa Gospel no Harlem. Fomos até o Hotel Row de onde partia nosso tour feito com a UsTravel.
Começamos nos dirigindo para a parte norte de Manhattan e visitamos a Igreja St John The Divine que fica na Amsterdan Ave com 112 St. Ela é lindíssima e recebe todos os cultos e crenças. Tem até uma mesa para rituais num dos espaços. Tem duas fênix gigantes no teto, tem um altar para as vítimas da AIDS desde a década de 1980 (foi a primeira igreja a aceitar os homossexuais), receb animais no dia de São Francisco para a bênção e este é o único dia do ano em que ela abre as portas centrais imensas. Também tem sinais de maçonaria incluindo uma pirâmide na torre no lado de fora e os bustos dos maçons George Washington, Lincoln, Colombo como centuriões da igreja. Ainda do lado de fora tem a escultura que foi elaborada através das imagens do bem e do mal feitas por crianças da escola anexa. Meio macabra mas vale pela história.
Seguimos para a beira do Rio Hudson onde visitamos a igreja Riverside Church, belíssima. Ela foi construida por um dos Rockfeller. Ao lado dela o Mausoléu de Grant, aquele presidente que "venceu" a guerra da Secessão. Junto dele a esposa que também está enterrada ali.
Entramos em uma terceira igreja que não recordo o nome. Mas o coro que estava ensaiando era divino. A parada se prolongou por ali porque era realmente encantador.
Beira do Rio Hudson - Riverside Park
Depois seguimos passando pela Columbia University e a primeira estação de metrô (externa). Aquela que o Bruce Willys sai voando de dentro num dos "Duro de Matar". 
Paramos num casario de época onde a guia nos contou como os negros foram parar ali naquele bairro e o porquê dos cultos (que assistiríamos logo em seguida) são tão passionais e inflamados. Para quem não conhece a história dos negros americanos, sugiro que assistam "12 Anos de Escravidão". Eles migraram para o norte, para New York em busca de um lugar melhor para viver, com suas crenças e seus iguais. No Harlem havia sido construido uma enormidade de prédios aguardando os judeus que não foram. A saída foi alugar para os negros provenientes dos sul. Com o tempo, os donos vendo que o bairro crescera, pediram seus imóveis de volta e como não obtiveram, deixaram de dar manutenção, colocavam fogo, uma série de horrores que fizeram o Harlem ser temido e tido como bairro mais perigoso até algum tempo atrás. 
Hoje essa situação melhorou mas ainda permanece o estigma e muita gente deixa de visitar achando que é ruim. Não é! Tem que ir e prestigiar. 
...
Descemos numa vila típica da época que hoje está preservada, atravessamos e chegamos na Mansão Morris Jumel. Conta-se que a ambiciosa e bonita Eliza Jumel forjou uma morte acidental de seu marido (que rolou escada abaixo) para ficar com seu dinheiro do qual era beneficiária. Depois disso teve alguns casos famosos e morreu velhinha. Conta-se que ela continua aparecendo, que não gosta de barulho nas imediações de "sua casa". Enfim, eu não vi nada. =)
Bom, depois do tour, entramos na Pilgrim Cathedral of Harlem, onde assistimos um culto. Eles são realmente efusivos. Se você fechar os olhos, como disse a guia, claramente escuta Barry White, ou então uma Etta James tamanho o poder do coro. Lá pelas tantas eles começam a chorar, se abraçar e pedem que a gente (de fora) se levante. Agradecem nossa presença. Nos dão um cântico para tentarmos cantar com eles, e uma prece. Depois passam a sacolinha. Quando as crianças são convidadas a se retirarem do recinto é a deixa para "os de fora" (nós) sairem também. Confesso que várias vezes me emocionei.
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Descobrimos que os preços do Harlem são bem mais em conta que em Manhattan. Uma água mineral que custava na ilha de 3 a 6 dólares, ali custava U$S 1,00.
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Vista do Empire States
Retornamos para o Central Park e descemos na 47 St. Fomos para casa e fizemos almoço. Descansamos e fomos bater perna da 34 St de tarde. Fomos a pé mesmo. Tinha um solzinho agradável. 
De cara o Paulo entrou na Sam Ash (uma das maiores lojas de insturmentos de NY). depois passamos pela imensa Macys e outras tantas lojas da rua. Na esquina com 5ª Avenida subimos no Empire States e fomos até o último andar. Um conselho, se você tem uns trocos a mais suba, mesmo que seja envidraçado. Você tira fotos ótimas 84º andar mas no último de noite é imperdível. Se não der o octagésimo já está bom!
Lá de cima avistamos o Bryant Park e a Rafaela colocou na cabeça que queria patinar no gelo. 
Quando descemos, paramos no Heartland Brewery para tomar uma cerveja. Excelente e barato perto dos preços de NY.
Rumamos para o Bryant Park onde descobri a homenagem à proclamação da República do Brasil, com estátua do Andrada e Silva e tudo. 
A Rafaela colocou os patins e foi. Quase caiu mas deu um jeito de se divertir. 
Exaustos, mas com certeza de um dia muito bem aproveitado, fomos para casa.
O detalhe de tudo isso é que fizemos tudo a pé. E New York é plana e permite isso. Muito bom!
Quero voltar com clima mais ameno.
Umas fotinhos:


Mausoléu do Presidente Grant e sua esposa
Ônibus Escolar em frente à faculdade pública
Casario do Harlem
Mansão Morris Jumel
Pilgrim  Cathedral


Ruas do Harlem


Vista de New Jersey  de cima do Empire States
Vista do sul da ilha de Manhattan
Bryant Park
Bryant Park - pista de gelo


2 comentários:

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