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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CHICO BUARQUE

Artista - Chico Buarque 



Nome do show - Caravanas  

Local - Araújo Vianna - Porto Alegre - RS 

Data - 19/08/2018 

Opinião - Um show impecável. Como nessa coluna do correio do povo que descreve um pouco do show do Chico, a impressão é de que tudo que você precisa para falar de amor está nas letras poéticas das músicas dele.
Algumas delas eu ouvia minha mãe cantarolar pela casa quando eu era pequena.
Indubitavelmente, eu não podia morrer sem assistir esse fabuloso artista cantar.
E quanto àqueles que imaginam que o Chico faça o palco de palanque político, estão muito enganados. Ele é extremamente elegante, deixa a plateia se manifestar e prossegue com sua poesia musical. Um verdadeiro gentleman.

Set List
Minha embaixada chegou (Assis Valente cover) 
Mambembe 
Partido alto 
Iolanda 
Casualmente 
A moça do sonho 
Retrato em branco e preto 
Desaforos 
Injuriado 
Dueto 
A volta do malandro 
Homenagem ao malandro 
Palavra de mulher 
As vitrines 
Jogo de Bola 
Massarandupió 
Outros sonhos 
Blues pra Bia 
A história de Lily Braun 
A bela e a fera 
Todo o sentimento 
Tua cantiga 
Sabiá 
Grande Hotel 
Gota d'agua 
As Caravanas 
Estação derradeira 
Minha embaixada chegou (Assis Valente cover) 

Encore: 
Geni e o Zepelim 
Futuros amantes 
Paratodos

Chico Buarque mostrou que está em plena forma em 30 músicas e 1h43min de um show inesquecível
Foto: Fabiano do Amaral
Correio do Povo

terça-feira, 28 de julho de 2015

Ficção - Estorvo

FICÇÃO - ESTORVO

Autor: BUARQUE, Chico
Idioma: PORTUGUÊS
Capa: LOUREIRO, Raul
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: Literatura Nacional
Páginas: 160 
Lançamento: 02/08/1991 
ISBN: 9788535905151 


Resenha Companhia das Letras - A campainha insiste, o olho mágico altera o rosto atrás da porta e o narrador inicia uma trajetória obsessiva, pela qual depara com situações e personagens estranhamente familiares. Narrado em primeira pessoa, Estorvo se mantém constantemente no limite entre o sonho e a vigília, projeções de um desespero subjetivo e crônica do cotidiano. E o olho mágico que filtra o rosto do visitante misterioso talvez seja a melhor metáfora da visão deformada com que o narrador, e o leitor com ele, seguirá sua odisséia. 
Prêmio Jabuti 1992 de Melhor Romance 

Minha Opinião - Eu gostei do livro em parte, pois não achava que fosse grande coisa. Pelos comentários parecia que eu ia me aborrecer com a leitura, o que não aconteceu.
Na verdade o livro deixa o leitor ansioso porque o personagem fica constantemente trocando de situações como se estivesse tonto, atordoado, andando sem ter um rumo certo. A impressão é que ele foge de algo o tempo todo. Dá até para pensar que fosse uma pessoa esquizofrênica, se levar em consideração o desenvolvimento da narrativa.
Do meio para o final parece ser tudo um sonho onde aparecem outros personagens esquisitos que nada tinham em comum, se relacionando. 
O fim é inusitado. Acaba o livro e você fica se questionando como tudo culminou para o destino do personagem, sempre narrado em primeira pessoa.
Recomendo para quem gosta de leituras asfixiantes.

Nota - ♥♥