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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

New York - Parte V

14.01.15 - Neste dia não tínhamos programado nada. Saímos depois do café em direção ao Central Park e fizemos a travessia até a altura da estátua da Alice No País das Maravilhas. 
O dia estava gelado, apesar do sol e do pouco resquício de neve.
Passeamos pelo meio do parque, vimos cenários de filme, lagos congelados e esquilos. 
Na volta descemos até um pedaço peça 5ª Avenida e depois passamos para o lado Leste descendo a Park Ave.
Como estávamos com fome comemos no TGI Fridays. E veio muita comida. Saimos de lá redondos. 
Entramos na 7th Ave, a Fashion Av como é conhecida. Descemos ela até a 34 St e fomos às compras. Que canseira! Eu detesto compras mas não podia perder alguns preços. O resultado foi que numa das lojas o Paulo desistiu e voltou para o apartamento e a Rafa e eu quase morremos de tanto caminhar.
Numa das lojas eu perguntei para a atendente se ela usava Metrocard. Ela disse que sim. Dei a ela dois dos três que tínhamos e ela ficou radiante. Expliquei que eu estava indo embora no dia seguinte e não teria mais serventia. 
Ainda aproveitamos para entrar na Toys R Us (loja de brinquedos) que é maravilhosa!
Voltamos devagarinho pro apartamento e a tarefa mais inglória foi fechar as as malas. Uma delas foi fechada nessa noite e só reaberta em Porto Alegre. =)
...
15.01.15 - O lado bom de contratar uma empresa de transfer é ter certeza da ida aeroporto/hotel (no nosso caso apartamento/aeroporto). O mesmo motorista que nos trouxe a NY foi o que nos buscou. Um senhor de certa idade, brasileiro que vive em New York há 30 anos. A ida foi rápida porque não tinha trânsito às 6:00 da manhã. 
Só na hora de fazer o checkin que é todo eletrônico, incluindo o despacho das malas é que demorou um pouco porque eu não entendia como fazer.
Depois de tudo feito, sala de embarque, tristeza de deixar NY rumo à Orlando.
...
Sobre New York - é uma cidade linda e plana. Uma cidade para ser conhecida caminhando. Claro que nem sempre é agradável principalmente quando chove ou neva. Então o Metrô está ali e apesar de ser um pouco mais velhinho que os que já usei, funciona. E se não funcionar, é turismo... relaxe. Aqui mais informações sobre o metrô. Tem mil sites para entender como funciona. O sistema de ônibus também é bem prático mas não precisamos utilizar desta vez.
- Nós preferimos alugar um apartamento ao invés do hotel porque o preço ficou em um terço do que pagaríamos e sem direito a café. Nos Estados Unidos poucos hoteis oferecem café da manhã incluso. Ficamos mais à vontade e quando podíamos comíamos em casa, o que deu uma certa amenizada nos gastos.
- Não deixe de contratar um tour. São conhecimentos dos locais que só são possíveis com pessoas que moram ali e estudam para isso. 
- "Agência de viagens" versus "por conta própria" - a experiência me mostrou que agência de viagem é bacana com contrato fechado onde tudo é feito por ela. Viagens mistas como essa não são o forte deles, principalmente quando se trata da CVC. Explico com um dos meus exemplos: se eu não tivesse confirmado os vôos diretamente com os transfer de NY e Miami, estaríamos ainda lá esperando no aeroporto. Os vôos da Americam mudaram e eles tinham os horários velhos fornecidos pela CVC. Da mesma forma minhas milhagens que tive que solicitar para a American, porque a CVC consome com as milhagens dos usuários (que são deles por direito). Portanto, a menos que você não seja como eu que gosto de pesquisar, procurar e tal, faça com agência. 
- Assim como Paris e as grandes cidades do mundo, New York é para ser revisitada. De preferência em estações diferentes porque o visual é completamente outro.
- Fizemos os passeios mais turísticos todos de uma vez para que, se formos novamente, não sejam mais necessários. Isso dá tempo para explorar outras maravilhas que não pudemos pelo pouco tempo disponível. 
- Acredito que o tempo ideal para fazer as coisas sem atropelo seja no mínimo dez dias. Correria não faz minha cabeça mas como tínhamos que otimizar o tempo, foi o que deu...
- Nunca deixe de ir pro Brooklin, New Jersey ou as ilhas do sul para ver a skyline. De dia ou de noite. É um espetáculo para ser admirado.
- Tudo é grandioso em New York. Chega oprimir o vivente num primeiro momento. Mas tem lugares em que se pode relaxar. Ela é pródiga em parques e vistas. 
- As pessoas caminham rápido em Manhattan. A cidade nunca pára. Embora você fique extasiado, não atrapalhe o fluxo para tirar selfies, nem fure filas, nem esqueça de dizer "thank you" ou "please" e por favor, não esqueça das gorjetas. É uma instituição dos Estados Unidos. Vá precavido.
Enfim, são tantas e tantas coisas e a vastidão da web está aí para ser explorada. 
Estamos aí se alguém quiser mais alguma dica... 
Fotinhos:













Toys R Us


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

New York - Parte IV

13.01.15 - O dia amanheceu diferente do anterior, frio mas super ensolarado. Perfeito para visitarmos a Estátua da Liberdade.
Pegamos o metrô da 50St com 8Av, Linha 1 até a última estação, South Ferry. Levou uma meia hora. Ao entrar no Battery Park estava um vento gelado e cortante e na beira do rio pior ainda. Compramos os tickets para o Ferry e embarcamos naquele que ainda estava ali aguardando. 
*(Parque das Baterias porque ali ficavam os canhões de defesa da ilha de Manhattan) 
Vista da Downtown
Durante a ida a sensação térmica diminuiu muito. Minhas mãos pareciam congelar. Eu que já tinha enfrentado o Bateau no Rio Sena abaixo de zero, o Ferry em Ushuaia congelante e os Rios de Gelo em El Calafate, tudo na parte de fora, não tive coragem de permanecer na parte externa muito tempo nesse dia. Foi demais para mim.
Ao chegar na Liberty Island, contornando a estátua, dependendo do vento tinha lugares mais amenos, menos frios. Não subimos na estátua porque ir até a coroa exige que você marque com uma antecedência de dois a três meses. Mas valeu a pena mesmo assim.
Depois tivemos que esperar o ferry que ia para Ellis Island (faz parte do pacote) e resolvemos comer. O Paulo e eu tomamos uma sopinha (deliciosa) e a Rafa comeu batatas e chocolate quente. Ficamos por ali até que ferry chegou.
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Em seguida o ferry te deixa (se você não quiser descer não precisa) na Ellis Island, que é a ilha que preserva a história da imigração de New York. É muito interessante saber detalhes como por exemplo, dos imigrantes chineses que chegavam e eram "contratados" para construir a linha ferrea dos Estados Unidos, num regime brutal de trabalho pesado. Ou então a história de crianças que chegavam aqui órfãs porque as mães e pais morriam doentes na viagem. Essas crianças eram levadas a um orfanato que existe até hoje para serem adotadas. 
Os imigrantes chegavam e desciam na ilha, permaneciam ali onde eram triados e ficavam em quarentena para saber se estavam saudáveis ou não. O local preserva os livros de registro que você pode folhear no salão onde esta triagem era feita. Preserva ainda alguns dormitórios da forma como eram (pareciam camas de prisão) e alguns pilares rabiscados pelos ocupantes da época. É muito interessante e quem gosta de história vai adorar.
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Orgulho
Esperamos o ferry e ao chegar fomos subindo a Broadway em direção à Wall Street.
Paramos no Touro para a foto clássica (dizem que pegar no corno é grana e nas bolas é amor)... eu não peguei nada mas o Paulo foi direto nas guampas do bicho.
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O frio estava tão horrível que quando entramos na Trinity Church estendemos o tempo ali para nos aquecermos. Do lado dela tem um cemitério super antigo e chega a ser bonito no meio da Wall Street com aquela gente apressada e escritórios milionários. 
Saímos da igreja e rumamos em meio ao vento cortante para o Memorial do WTC. Chegamos lá e resolvemos não entrar no Museu, até porque eu não estava com espírito para ver e ouvir as mensagens dos que morreram na queda ligando para as famílias, nem ver os destroços... apenas circulamos o One World e passamos através dos monumentos, onde tem os nomes das pessoas e o foço. 
Dali entramos numa pizzaria e comemos. 
Queríamos ver a Grand Central Station e pegamos um metrô na estaçãoi Chambers St que iria direto. Porém o bicho não saiu do lugar, encrencou. Na mesma estação fizemos outro trajeto em dois trens e chegamos na Estação que é linda. Divina mesmo. Passamos na Apple Store e saímos. Na esquina já dava para ver a Biblioteca que é um passeio imperdível mas não tivemos tempo. Direto para casa. 
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Comemos, nos arrumamos e fomos para a Broadway assistir Matilda no Shubert Theatre. Tinha muitas crianças porque é um musical infantil. Adorei. A Sra Trunchbull era a maior figura do musical. 
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E é isso ... mais um dia produtivo!
Umas fotinhos:
Pássaro símbolo do país
Ei-la!
Partindo para as ilhas
Ellis Island
Liberty Island
Bem de frente
Em toda parte!
Hi beautiful!
Clássica foto...
Matando os que nos matava!
Aguardando o ferry de volta
Museu da Imigração na Ellis Island
Retratos de época
Salão principal - térreo
Andar superior - alojamentos
Um dos pilares rabiscados
Battery park
Subindo a Broadway em direção à Wall Street
Cemitério da Trinity Church
One World

Memorial WTC
Metrô
Galerias da Grand Central Station
Linda(s)
Grand Central Station
Grand Central Station





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

New York - Parte III

Antes de começar mais um relato, eu quero reiterar que isto que eu estou escrevendo não são dicas, não tem propósito algum além de eu poder me lembrar no futuro das minhas experiências. Sejam elas quais forem. Algumas pessoas já me perguntaram porque faço isso se ninguém lê. Ok. Eu leio, minha filha poderá ler e minha família talvez se interesse. E para mim isso já é mais que suficiente. Dado o recado, parto para o relato.

12.01.15 - O dia amanheceu chuvoso. Tomamos café e rumamos para o Hotel Row pois teríamos um city tour previamente agendado com a empresa USTravel. Foi com ela que fizemos a missa gospel do dia anterior relatada aqui
Entramos na van e tinha alguns outros brasileiros. Como chovia muito a empresa deu alguns guarda-chuvas. Nós tínhamos um que o dono da casa deixou para qualquer eventualidade. A Rafaela conseguiu "carona" com uma moça de Canoas que estava sozinha.
O tour foi pela ilha de Manhattan e até a metade poucas novidades. Antes ele passou pelo lado dos milionários (lado oeste do Central Park) parando no Dakota. Depois desceu a 5ª Avenida que é o lado dos bilionários. Falou dos MoMa, do Guggeheim, do The Plaza, das grifes, dos edifícios com a lanterninha no toldo para o morador acionar o táxi sem problemas (easy taxi analógico), várias outras peculiaridades da cidade.
Lanchinho do Madame Tussauds
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É sempre interessante já que cada guia tem histórias diferentes para contar. O nosso guia brasileiro de Campo Mourão mora há 23 anos em Nova Iorque e foi para lá para fazer o High School e nunca mais voltou. Casou como uma nicaraguense e tem duas filhas pequenas com três cidadanias.
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Rumamos para o sul da ilha, paramos no Edifício Flatiron, na Madison Square. Na frente da Eataly tinha uma locação de Hollywood filmando uma cena de alguma coisa. Os leões de chácara tentaram nos intimidar para não chegarmos muito perto, mas ninguém pareceu muito interessado mesmo em xeretar abaixo de chuva.
Entramos pelas ruelas do Village, passamos na Wall Sreet, Chinatown... Depois passamos por trás do One World (pertinho de onde caíram as torres do WTC) e paramos no Battery Park. Não dava para ver nada, tampouco a Estátua da Liberdade. Só um vulto muito ao longe. 
De volta, por indicação do guia, almoçamos num restaurante na 46 St com 6ª Ave, compramos uns guarda-chuvas chineses numa espécie de 1,99 novaiorquino e fomos passear mais um pouco. 
A Rafaela e eu nem fomos para casa. Entramos direto no Madame Tussauds e o Paulo foi para casa. Ela amou porque tem o One Direction e a Jennifer Lawrence caracterizada de Katniss Everdeen. Depois de muita foto, pausa para o lanche e mais fotos e filme 3d, saímos do Museu e ficamos passeando. 
Entramos numa farmácia para comprar os EOS para as amigas da Rafa e fomos para casa.
Fizemos um jantarzinho em casa mesmo e em seguida fomos para Tour noturno como mesmo guia da manhã.
Nós
Esse valeu muito a pena porque como éramos poucos, ele fez várias coisas que não faria normalmente. Fomos em direção ao norte. Paramos no Metropolitan que fica maravilhoso à noite. Depois passamos pelo lado da 5 Avenida, Times Square em direção ao sul. Paramos no Chelsea Market (maravilhoso) que foi revitalizado. Ele fica na 75 9th Avenue entre 15th e 16th Street. Muito legal.
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Descemos para a parte sul. Passamos pelo WTC de novo e o guia nos contou que o amigo dele que trabalhava no 60º andar era um da brigada de incêndio na época. Quando ele percebeu o tremor no edifício ligou para a Brigada de Incêndio e eles pediram para que ficassem lá no andar. Ele reuniu os  colegas e disse que ia descer, se alguém quisesse que o seguisse. Eles foram descendo a escadaria e na metade encontraram um pelotão dos bombeiros subindo. Eles iam fazendo High Five com os caras. Depois soube-se que todos aqueles bombeiros do pelotão próximo (que passamos na frente na sequência do tour) morreram. Todos aqueles funcionários se salvaram.
Anos depois, num dia que ele estava na casa desse amigo, o telefone não parava de tocar. E aí ele perguntou se o amigo estava de aniversário. Daí que ele contou o motivo: era 11 de setembro e todos os anos aquelas pessoas ligam para ele agradecendo por estarem vivas. Histórias que a gente só sabe com guia.
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Bom, na seqüência do passeio passamos pela ponte de Manhattan e descemos ao lado da ponte do Brooklin  para ver a cidade iluminada. De cinema! Lindo e frio demais!!! Tem que fazer esse passeio.
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Na volta ele colocou New York do Sinatra para cruzarmos a ponte. Show demais!!! Entramos na ilha e passamos por Chinatown. Ele mostrou o beco onde os chineses eram mortos pela máfia anos atrás. Depois parou no bairro mais hippie da cidade e nos mostrou o mais antigo pub de Nova Iorque (1854). Ele fica no East Village e o dono mistura as pessoas nas mesas. Não é raro colocar várias nacionalidades juntas forçando uma interação. Na porta está escrito mais ou menos assim: "Nós já estávamos aqui quando você nasceu".
Na volta o guia nos deixou na frente do Hotel Row. 
Rafaela e eu comemos uma pizza e o Paulo foi jantar com um conhecido que estava no tour.
Ufa! Mais um dia cheio de coisas.

Umas fotos:



Flatiron

Eataly

Woody e eu

Carona?

Katy Perry

Metropolitan by night


Chelsea Market

Chelsea Market

Brooklin Bridge

Skyline

McSorley´s Pub