Levantamos, tomamos café e o guia (não era o Messi) veio nos pegar para o passeio nas Ilhas Ballestas.
Fomos até o ancoradouro que é num resort Libertador ao lado do nosso hotel e de lá pegamos uma lancha com 12 lugares.
Primeira coisa que vimos foi o Candelabro, que é uma inscrição na montanha, considerada por alguns o início das Linhas de Nasca. Existem várias teorias, incluindo que seja um desenho feito por antigos marinheiros com finalidade de localização.
Seguindo rumos às ilhas, perdemos o fôlego várias vezes. Eram muitos pássaros (cormoranes, gaivotas, pelicanos,... ) e leões marinhos. Vimos também os Humboldt (pinguins peruanos que correm risco de extinção).
O passeio leva mais ou menos duas horas e por pessoa sai por volta de US$ 20,00. É imperdível!!
Voltamos extasiados e fomos para o hotel. Rafaela e eu fomos pra piscina e os pais aproveitaram para descansar. Às 11:00 nossa diária acabava e tivemos que sair das acomodações. Levamos de Lima apenas uma mochila cada um e foi tranquilo. Nosso transfer para a rodoviária era às 14:00. Conseguimos nesse meio tempo almoçar e descansar.
Voltamos à rodoviária, aguardamos uns minutos e nosso ônibus chegou. Viagem tranquila e confortável até Lima, onde chegamos no final da tarde. Trânsito caótico, demoramos mais da entrada de Lima para a estação do que o resto.
Martin esperava a gente e nos levou para o hotel.
Na manhã seguinte sairíamos cedo para Cusco então desabamos nas nossas camas. Recomendo o post do Clandestinos sobre as Ilhas Ballestas. Próximo post.
Acordamos cedo, e serviram nosso desjejum às 3:30 da manhã sem problemas. O guia Martin nos aguardava e nos deixou na estação da empresa Cruz del Sur que faz as rotas turísticas do Perú.
Em média a passagem até Paracas custou 60 sóis para ir e 60 sóis para voltar. O ônibus é leito e com direito à refeições. No nosso caso, quase chegando em Paracas, foi servido café (ou água/refri) com um sanduíche de queijo.
Hotel San Agustin - Paracas
Chegamos em Paracas bem cedo, por volta das 8:00 da manhã. A primeira impressão da estação rodoviária não foi das melhores, bem rústica, mas depois acostuma. O guia que esqueci o nome, parecido com o Messi nos aguardava. A partir aqui vou chamá-lo de Messi.
Levamos nossas coisas para o hotel que era na frente da tal estação - e fomos de van mesmo assim! - e deixamos lá porque as "habitações" não estavam disponíveis ainda.
O hotel San Agustin Paracas é fabuloso, muito bonito, bem praiano e com uma mega piscina de frente pro Pacífico. Em média a diária para quarto twin é U$S 128,00 com café da manhã incluso. Aqui avaliações do Trip Advisor.
Como tínhamos tempo até o sobrevôo das linhas de Nasca, resolvemos fazer um passeio por terra pelas paisagens da Reserva Nacional de Paracas. Este passeio não estava incluso e saiu por US$ 50 a pessoa. O meu pai estava cansado e preferiu ficar no hotel nos aguardando... e usando a internet.
La Catedral
As paisagens são lindíssimas, a maioria das praias compostas por paredões que lembram nossas falésias, e uma delas com areia vermelha (Playa Rubla). Resultado da erosão do ferro que é um componente daquela terra compacta, levado pelas ondas até a beira. Há muitas espécies de aves também.
Fizemos paradas nas praias de Lagunilla, Playa La Mina, Yuamaque, Punta Supay e La Catedral. Nesta última, o que se considerava uma catedral já não existe mais, pois no terremoto de 2007 a parte que ligava a pedra ao continente caiu. Veja aqui como ela era antes.
Na volta paramos num mini sítio arqueológico cheio de fósseis de bichinhos marinhos incrustados nas pedras do chão.
Chegamos no hotel, com muito calor, por volta as 10:30, deixamos as coisas nos quartos já liberados e nos dirigimos para o aeródromo da Aerodiana para o sobrevôo da linhas de Nasca. Ah se arrependimento matasse... mas fui. U$S 180,00 por cabeça em média...
O aeroporto está sendo construído e eles usam a pista para os passeios por enquanto. Subimos num Cesna Gran Caravan que mais chacoalhava do que o resto. Olhem no filminho da decolagem aí embaixo. Bom, enquanto ele foi em linha reta, bati fotos, interagi. Quando chegamos para ver as linhas e ele começou a fazer rodopios... quase morri. Fechei os olhos e só abri quando cheguei no solo. Enxerguei com um olho só aberto a aranha, o colibri, as mãos, e os trapezóides. Os demais, sem condições.
A Rafaela vomitou e o meu pai passou mal também. A única que curtiu o vôo foi a minha mãe e os outros quatro passageiros. Ah! E o sádico do piloto que falava em espanhol, inglês e japonês... argh!
Por do Sol
Pois bem, passado o vôo voltamos pro hotel, estabilizadas, e almoçamos no restaurante dele. Bem gostoso. Mais tarde meu pai foi dormir e nós fomos pra piscina. Muito boa. Ficamos lá até o final da tarde aproveitando. Recomendo muito protetor solar, porque eu não passei de novo, e me queimei bastante. Tinha um ventinho que disfarçava a força do sol.
Depois do banho fui com a minha mãe dar uma caminhada no centrinho de Paracas. Muito apertado, meio sujo, bastante cães na rua. Entramos num mercado que não tinha quase nada, compramos algumas coisas voltamos pela orla, que era tão fedida e suja quanto a rua. Muitos turistas europeus circulando.
Voltamos ao hotel e eu capotei depois de tomar um leite com um pedaço de bolo.