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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Carta para Luan

Querido Luan,
despeço-me com dor, com tristeza e uma ponta de culpa porque não consegui te proporcionar uma vida melhor, e, nestes últimos tempos, uma sobrevida.
Gostaria que soubesses que eu fiquei muito orgulhosa de ter você entre os meus filhos felinos e sempre me sentia emocionada quando alguém mencionava sua lindeza natural de gatinho British.
Você chegou muito assustado e fomos aprendendo com o manejo certo como convivermos todos juntos. Certamente sofreu um pouco de bullying dos manos mais velhos mas superou, como esperado de um gatinho amado como você é e sempre será.
Meu filho, entenda que a decisão que tomei foi pensando em aliviar seu sofrimento. Te ver como te vi nos últimos dias me deu a certeza de que ali não estava mais o meu Luan, cheio de vida. Havia um resquício de gatinho, brigando muito para conseguir ir adiante usando toda a força que tinha para quando alguém o acariciava na gaiolinha, ou quando eu chegava para te visitar.
Ninguém que não tenha passado por essa situação saberá o que é ver a vida do seu gato esvair-se no seu colo. 
A Tia Cris foi maravilhosa, tudo foi feito de forma muito íntima e cuidadosa.
E você adormeceu... para acordar no céu dos gatinhos, sem dor, correndo atrás dos bichinhos, dando saltos atrás dos besouros que se aventuram perto de você.
Obrigada por me tornar sua tutora e mãe.
De coração despedaçado me despeço.
Eu te amo meu anjo.
Para sempre e sempre.







segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Luan

Luan é um british shorthair que nasceu no Gatil da minha amiga Tati e foi vendido para uma pessoa que pareceu ser um excelente tutor.
Tempos depois a Tati resgatou o Luan cheio de pulgas, magérrimo, trancado num cômodo dessa mesma pessoa. Muito, muito triste.
Levou de volta pro gatil, cuidou dele e eu me ofereci para ser tutora. Ele veio para nossa casa, socializou muito devagar, chegava perto da gente só quando estávamos em uma posição quase deitada. Até hoje é um gatinho assustado. 
O único dos outros gatos que ainda o assediava até meses atrás era o Bartolomeu. Com os demais sempre foi tranquilo.
Achei que com a chegada da Chanel iria piorar e não é que estava completamente enganada? O Bartolomeu parou de implicar com ele e agora, apesar de ainda ser receoso, o Luan fica mais tempo perto da gente, espera por carinho mesmo que a gente esteja em pé, mia bem baixinho quando quer atenção.
O que me deixa tranquila é saber que ele conseguiu sair daquela situação do início de sua vida e vir para nosso lar, junto com irmãos felinos, humana e canina. Ele tem seis aninhos e é um gatinho muito amado.