
Não tenho ideia de como os autores conseguiram o acesso às confabulações dos dois Papas, tampouco se foi assim mesmo que aconteceu, porém é muito tocante.
A humanização dos dois pontífices, frente aos problemas enfrentados pela igreja católica nos novos tempos é de extrema sensibilidade.
A versão do que aconteceu na ditadura argentina e da culpa que carregava Bergoglio ao longo dos anos, assim como a culpa que carregava o Papa Bento me fazem pensar quanta hipocrisia e quanta coisa ruim a igreja católica fez e escondeu ao longo de dois mil anos.
Enfim, o filme é lindo, as atuações primorosas.
O ator Joanthan Pryce não tinha com ser mais parecido com o verdadeiro Papa Francisco, porém, a interpretação de Anthony Hopkins deve lhe garantir a estatueta pois ele foi perfeito!
Outro detalhe maravilhoso foram as intervenções com imagens e cenas reais ocorridas ao longo dos anos e da história dos dois, a exemplo do filme Hotel Mumbai que também usou esse artifício.
No IMDB.
Nota 8,5.
Recomendo.
Sinopse do Adoro Cinema: Buenos Aires, 2012. O cardeal argentino Jorge Bergoglio (Jonathan Pryce) está decidido a pedir sua aposentadoria, devido a divergências sobre a forma como o papa Bento XVI (Anthony Hopkins) tem conduzido a Igreja. Com a passagem já comprada para Roma, ele é surpreendido com o convite do próprio papa para visitá-lo. Ao chegar, eles iniciam uma longa conversa onde debatem não só os rumos do catolicismo, mas também afeições e peculiaridades da personalidade de cada um.
Diretor: Fernando Meirelles
Elenco Principal:
Anthony Hopkins
Jonathan Pryce
Juan Minujín
Trailer: