No dia 09 de março, após sairmos de Lérida, e percorrermos 152 km, chegamos ao nosso próximo destino: Zaragoza, capital de Aragão.
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Fonte da Hispanidade (países colonizados) |
Claro que tínhamos que ter uma historinha de viagem pra contar: nosso hotel (Hotel Avenida) era bem no centro histórico. Mas esta cidade tem uma peculiaridade: ruas muito estreitas de mão única e algumas se confundem com calçadas. Dito e feito: ao chegarmos no centro histórico nos perdemos e saímos numa viela na contramão. Para nosso azar (ou sorte?) a polícia estava passando e veio atrás da gente. Eles entenderam que éramos estrangeiros e estávamos com dificuldade naquele trânsito. Nos escoltaram até o hotel, cujo estacionamento foi outra saga para encontrar (no subsolo da praça na frente do hotel só que até descobrir como entrar...)... passado o sufoco, fomos descansar um pouco.
O Hotel Avenida é muito conhecido na cidade, os quartos são enormes e ele fica exatamente no meio das atrações da cidade.
Depois de um breve descanso, saímos para caminhar em direção ao rio Ebro. Já de cara, com o cair da tarde, o colorido do céu e as luzes, ficamos boquiabertos com a Basílica Nossa Senhora do Pilar e a Ponte de Pedra. Estes cartões postais são aqueles tipos de imagens que nunca mais saem da sua memória. São de perder o fôlego, ficar mudo apenas contemplando.
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Rio Ebro, Ponte de Pedra, Basílica |
No século I D.C. havia outra ponte nesse mesmo local. A ponte de pedra atual foi iniciada em 1401 e entregue à cidade em 1440. Os leões, símbolos da cidade, foram colocados sobre a ponte em 1991.
Dali seguimos para a praça da Nossa Senhora do Pilar e pra a Fonte de Hispanidade. Os jogos de luzes são lindos.
Continuamos pela Calle de Affonso I, passeamos até um mercado na Plaza Espanha e depois jantamos num restaurante com temática americana na Calle de Affonso I.
Dali fomos para o hotel (tudo isso a pé).
No dia 10 de março, acordamos, tomamos nosso café e fomos enontrar nosso free tour na fonte da Hispanidade.
Se forem para lá, recomendo o tour com o Diego Laborda. Ele é muito culto, sabe muito e é um querido.

Uma peculiaridade foi a estátua de César que tínhamos visto no dia anterior. Ele nos explicou que foi um presente de Mussolini na época que a Espanha ajudou a Itália e vice versa com seus presidentes fascistas. Tem até uma sigla que as pessoas nem dão bola, mas é a sigla fascista do ditador italiano. Muitos na cidade nem imaginam. E quem conhece odeia a estátua.

Depois nos deu uma aula sobre o prédio do Ayuntamiento.
Dali seguimos para o tubo (El Tubo) que consiste em diversos (muitos mesmo) locais com tapas (prato típico da Espanha) de todos os gêneros e especialidades. O tubo consiste em inúmeros becos e ruelas e o guia nos explicou que o grande barato é beber e comer um tapa num, sair e ir pra outro, e assim por diante, passando por vários. No final da noite não se sabe bem onde vai parar, mas o que interessa é a diversão.
Ele nos deixou na Plaza Espanha no mesmo local em que estivemos na noite anterior.
Já estava próximo do meio dia, compramos um lanche e fomos ao hotel comer e descansar.
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Nesta altura eu já estava sabendo que Rafaela teria que retornar do intercâmbio por conta da situação do coronavírus na Itália e estava muito aflita. O Paulo foi um querido me entendendo nessa situação, porque eu estava muito nervosa.
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Saímos à tarde e fomos caminhar. Encontramos uma manifestação de agricultores. Centenas de tratores marchando pela cidade, interrompendo o trânsito.
Caminhamos até a central ferroviária da cidade cujo nome é Delícias, e encontramos uma Avis onde fizemos o ajuste que queríamos no aluguel do carro.
Na volta, paramos no Palácio de La Aljaferia. Fizemos a visita guiada e foi super bacana. A guia nos mostrou detalhes e sobreposições de épocas porque passou a edificação.
Nós entramos inclusive no parlamento de Aragão que fica nesse prédio.
Voltamos ao hotel, depois saímos dispostos a comer tapas.
Paramos em três lugares diferentes seguindo a sugestão do guia. É bem bacana mas quem não curte muito é o bolso... =)
Voltamos tarde e fomos dormir.
Dia seguinte partiríamos para mais uma etapa.
Acho que é uma das cidades mais lindas que já visitei. Foi pouco tempo, mas dá com certeza pra passar uma semana e curtir muito.
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Dia 11 de março acordamos, tomamos café e partimos para Pamplona.
Alguns registros: