
Ao entrarmos na cidade fomos costeando o rio Urumea e logo chegamos perto da orla marítima.
Nosso hotel ficava a uma quadra do mar, porém, ao chegarmos havia ruas trancadas e em obras e demoramos um pouco a encontrar uma passagem.
Precisamos trocar de quarto pois o quarto que tínhamos reservado pelo booking era muito pequeno. Por uma pequena taxa adicional ficamos num quarto maior.
Largamos as malas e fomos estacionar o carro num local público e gratuito mais longe.
Depois voltamos a pé. A primeira praia que paramos foi na Praia de Ondareta. Fica na Bahia de la Concha e a visão é magnífica. Acabamos encontrando um gaúcho de Panambi tomando chimarrão por ali.

Estava um dia ensolarado e a cor do sol poente sobre a paisagem dava um tom dourado a tudo. De perder o fôlego. Não estou exagerando!

Ali, ficamos sabendo no tour do dia seguinte, as pessoas podem descer, deixar seus pertences e entrarem no mar. Tem banheiro e aquecimento. Antigamente é onde ficavam os cavalos que traziam as carroças das famílias abastadas para passarem o dia na praia. O calçadão (paseo) é em cima e a parte de baixo dá acesso à praia.
Dia 12 de março - acordamos cedo, tomamos café e fomos encontrar nosso guia da freetour na Plaza Cervantes. Estava nublado.
Foram duas horas e meia caminhando, aprendendo muito e rindo. O guia era muito divertido e estava com outro pretendente a guia junto. Ambos cantaram uma música em euskera para a gente. Muito engraçados.

A cidade passou por várias tragédias e uma das piores, quando conquistadores puseram fogo nela, estupraram as mulheres, mataram homens e crianças, quem reergueu tudo foram as mulheres que restaram. Por isso a cidade homenageia as mulheres e a gente encontra essas referências espalhadas na cidade em forma de estátuas e obras.
Depois de despedirmo-nos de nosso guia procuramos um local pra almoçar fora da parte antiga que é mais cara. Almoçamos e caminhamos na beira do rio até sua foz. Não tem como explicar a beleza daquele lugar.
O famoso Hotel Maria Cristina onde ficavam e ficam todas as celebridades que passeiam pela cidade, é monumental.
Nos dirigimos à praia Zurriola. A maré estava subindo e estava cheio de surfistas nas águas geladas.
Depois dali fomos até o Morro Urgul e subimos. De lá se tem a vista de todos os lados: do continente, do mar, da Ilha de Santa Clara, dos pentes de vento (obras do morro Igueldo).
Aí o tempo começou a fechar mesmo, chuvisqueiro. Descemos do morro e caminhamos até o hotel.
Mais tarde, de noite, saímos pra comer pintxo (tipo tapa, mas nunca diga isso ao um basco) e beber txacoli (bebida fermentada local que tinha gosto de sidra).
Observação - o clima já estava mais tenso. O hotel estava perdendo hóspedes e estávamos pensando no que fazer. Decidimos ir até a próxima cidade porque era fora da aglomeração, numa praia pequena. A tensão devido ao COVID já era evidente e a Rafa estava de malas prontas pra voltar ao Brasil.
No dia 13 de março, levantamos, tomamos café, fomos buscar o carro. Nessa caminhada percebemos uma mudança considerável no clima da cidade. Estava tudo vazio, ninguém nas ruas e pouquíssimos carros. Era sexta-feira.
Voltamos ao hotel, nos despedimos e partimos rumo a Plêntzia, próximo à Bilbao.
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San Sebastian merece uma temporada inteira. A cidade é linda, tem muitos atrativos e a vontade de voltar é gigantesca!
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Alguns registros: