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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Espanha e Portugal - 2020

Viajamos todos os anos para algum lugar a fim de espairecer, trocar um pouco 
rotina diária por lugares diferentes, gostos novos, paisagens interessantes.
Neste ano o planejamento era a Catalunha na Espanha, subindo a Costa Brava, parando em Andorra, depois descendo para Aragão, passando por Navarra, país Basco, Cantabria, Asturias, descendo por Castilha e Leon, voltando a Madrid. Dali voaríamos a Lisboa para a semana final. Ao todo 30 dias super bem planejados de férias.
Mapa das Regiões da Espanha
Mas no meio de tudo apareceu um inimigo feroz, voraz, sem fronteiras, que não só cortou nossa viagem no meio, como trouxe caos, medo, morte e tristeza ao mundo inteiro.
A minha intenção com esse post não é falar da COVID19, mas relatar nosso roteiro até onde deu para ir. 
Depois, num post à parte, vou contar como conseguimos fugir da Europa e voltar para Brasil, sem termos sido contaminados no meio desse turbilhão de pavor.
...
Tudo começou no dia 29 de fevereiro quanto partimos para Barcelona num vôo direto de São Paulo. Ficamos num apartamento AirBnb.
Cascada Monumental - Parc de la Ciutadella
Fizemos algumas coisas que nas outras duas vezes não tínhamos feito. Incluimos o passeio com uma guia do Freetours que foi ótima e nos mostrou a parte antiga (bairro gótico) sob a visão da história. Super recomendo!
Ficamos em Barcelona do dia 01/03 até dia 05/03 quando pegamos o carro na Avis e rumamos pra Girona, ao norte de Barcelona. Passamos o dia lá e depois pegamos a estrada para a Costa Brava. No caminho paramos em Monells, um pequeno vilarejo medieval muito lindo.
Neste mesmo dia chegamos em Empuriabrava, uma praia construida para veraneio na Costa Brava. A essa altura o clima estava muito ventoso e frio. 
Nessas pequenas estadias optamos por ficar em hotéis, por ser mais prático.
Estando em Empuriabrava, fizemos uma visita à casa de Dali em Cadaques, outra pérola do nordeste espanhol. Aproveitamos para parar em Roses, uma das centenas de praias lindas da região.
Dia 07/04 partimos em direção à Andorra. No caminho paramos em Besalú, outra cidade medieval. O dia estava ensolarado e tinha bastante visitantes. Comemos nosso lanche e continuamos por uma estradinha muito tortuosa até o principado.
Andorra é um pequeno principado independente entre Espanha e França, conhecido por ser um paraíso fiscal e ter famosas áreas de esqui e snowboard.
Passeamos pela estação Pal e no santuário Meritxell enquanto estivemos em Adorra-la-Vieja.
Como o coronavírus estava avançando, evitávamos contato, procurávamos usar álcool gel em todas as interações externas e muito cuidado com a higiene.
No dia 09/04 descemos em direção a Zaragoza. No meio do caminho paramos na cidade de Lerida, passeamos e almoçamos. Depois chegamos ao destino. 
Donóstia - ou San Sebastian - Playa de la Concha
Enquanto estivemos na cidade, presenciamos uma manifestação gigante dos produtores rurais que parou a cidade. Cada qual no seu trator, trancaram todas as saídas... um furdunço. 
Por estes dias, com o avanço da pandemia, fomos na Avis dessa cidade trocar o local de entrega do carro e pegar alguns dias mais.
Dia 11/04 saímos rumo a San Sebástian, no norte. Antes passamos em Pamplona, almoçamos e passeamos pela cidade. Mais tarde chegamos na encantadora Donóstia (como é conhecida San Sebastian). De tirar o fôlego! Também utilzamos o passeio do Freetours e valeu muito à pena.
Dia 13/04 rumamos à Plentzia, cidade litorânea perto de Bilbao onde ficaríamos hospedados. No caminho, passamos por Getaria e Gaztelugatxe, maravilhosas!!!

Foi a partir daqui que percebemos a inviabilidade de continuarmos na Espanha. 
Ficamos um dia a mais nessa acomodação e dia 16/4 fomos direto a Madrid para pegarmos um vôo adiantado para Lisboa, pois nesse dia havia iminência de fechamento de espaço aéreo. 
Trajeto de Plentzia a Madrid, 16/03/2020
Nos quase 400 km até Madrid fomos brindados com uma nevasca linda... e não tinha quase ninguém na estrada. Uma despedida e tanto da Espanha.
Dia 16/04 chegamos em Lisboa e fomos para um hotel. Ficamos dois dias nesse hotel e depois num Airbnb em quarentena até nossa volta no dia 21/03.
Do dia 16 ao 21, ficamos isolados mas conseguimos voltar. Perdemos metade das nossas férias mas retornamos saudáveis e seguros.


Fica a lição de que mesmo planejando, a vida vem e te dá uma rasteira jogando teus planos pra longe.

Nosso desejo é que um dia, se as coisas normalizarem, consigamos terminar nosso roteiro que incluiria ainda Santander, Gijon, Segovia e Madrid. 
Uma coisa é certa. Nada será como antes. Fico feliz por ter tido a oportunidade de conhecer esses lugares e se nunca mais puder voltar, com certeza guardarei na memória até o final dos meus dias todas as oportunidades que tive de expandir meus horizontes nesse mundão afora!
Obrigada Espanha e Portugal! E obrigada ao meu companheiro de trips, o Paulo, que junto comigo viveu intensamente todas as nuances de muitas e muitas viagens.


Alguns registros:
Caminho entre Monells e Empuriabrava
Orla de Roses
Besalú
Estação de esqui Pal em Andorra
Lérida


Getaria
Plentzia
Plentzia
Empuriabrava
Pamplona
Dom Quixote e Sancho Pança de San Sebastian
Gastelugatxe



domingo, 7 de abril de 2019

Aveiro

Partimos em direção a Aveiro usando a A1.
Chegamos na cidade uma hora depois e estacionamos bem longe moliceiro, mas foi bom. Pudemos fazer todo o canal caminhando até lá. Começamos no Cais da Fonte Nova.
Ali fica a antiga fábrica de cerâmica Jerónymo Pereira Campos, que hoje é centro de eventos da cidade.
A cidade é colorida, fofa, bem cuidada, um encanto. 
Tá! Eu sei que todas são, mas não é culpa minha. Todas porque passei são adoráveis. Fazer o que? Aveiro tem um quê especial por se situar entre canais e perto do mar. 
Caminhamos vagarosamente aproveitando todos os recantos para fotografarmos.
Entramos no mercado da cidade e compramos peras.
Paralelamente ao Cais do Côjo tem um enorme shopping aberto chamado Fórum. Você está caminhando na calçada e quando vê já está no shopping, entra e sai dele como e estivesse numa calçada. Ali tem todas as lojas comuns que se encontram em shoppings europeus.
Saímos da li e na Praça General Humberto Delgado tiramos fotos das quatro estátuas que ficam na ponte que atravessa o canal. 
Não quisemos dar uma volta no barco, apesar dele ser encantador, porque fizemos todo o trajeto a pé e curtimos tudo.
Descansamos no Jardim do Rossio e depois continuamos pelo lado oposto entrando na parte histórica da cidade.
Muitas reentrâncias, com inúmeros restaurantes charmosos, até que chegamos no Mercado do Peixe
Ficamos um tempo ali e depois fomos ver a Igreja de Vera Cruz que é muito bonita.
Bom, tínhamos caminhado um bocado até ali e rumamos de volta ao carro. Estava quente, tinha sol mas tinha uma brisa que tornava tolerável a pernada.
Resolvemos visitar as praias de Ílhavo, vizinha de Aveiro.
A primeira que paramos pegando a A25 foi a Costa Nova. Sofisticada, com casinhas chamadas de palheiros, que seguem um padrão de pintura e eram antigas fabriquetas de salga de sardinhas. Tem muitos locais agradáveis que devem lotar no verão.
Fomos até a praia lá as pessoas não caminham nas dunas, elas são protegidas. Tem caminhos de madeira e passarelas por toda a praia para que aquele ecossistema seja preservado. Uma delícia e um encanto.
O mar é azul, areia branquinha... não faltou vontade de entrar na água.
Saímos dali, voltamos pro carro e fomos pra praia da Barra (ou Paredão da Barra).
Comemos num restaurante na Barra e fomos caminhar até o Farol.
Criei coragem e fui colocar os pés na água... socorro... que gelada. Mas absolutamente limpa.
A vista do Farol é linda e atravessando de ferry ali você vai para a praia dos
pescadores do outro lado, chamada São Jacinto. Não fomos, mas espero um dia voltar.
Foi duro dizer tchau para Aveiro. Que amor de cidade! Ela é chamada de Veneza portuguesa, devido ao grande número de canais e tal, mas o mar e a consciência ecológica foi o que me encantou mais ainda.
Pegamos a estrada de volta para Porto com aquele gostinho de saudade.
Não deixem de conhecer essa cidade se forem a Portugal. 

Braga

Saímos de Guimarães, pegamos a A11 e em 25 minutos entramos em Braga,
onde foi igualmente complicado achar uma vaga para estacionarmos. Acabamos deixando na descida da Rua do Matadouro.
Passamos pela Escola Velha da Sé e fomos pra Catedral da Sé. Lindíssima. Desde ali percebemos um clima diferente em Braga. Depois de um tempo essa percepção se confirmou porque soube que é a segunda cidade melhor de visitar para turistas europeus.
Cidade cheia de gente circulando, muita gente passeando.
Chegamos nos Jardins de Santa Bárbara e seguimos em direção à Praça da República que é absurdamente linda, cheia de flores bem cuidadas, um mega chafariz que fazia contraste com o sol gerando arco íris. Também um monte de igrejas ao redor. 
Visitamos a Basílica dos Congregados, fizemos o contorno da Igreja dos Terceiros.
Fomos devagarinho na direção oposta a que tínhamos subindo, ora entrando numa lojinha, ora fotografando alguma peculiaridade.
Eu fiquei simplesmente apaixonada pela cidade, pela vibração, pela beleza e o cuidado que ela recebe.
Realmente Braga faz jus à alcunha de coração do Minho.
Entramos no carro para ir embora querendo ficar. 
Voltamos à Porto no final da tarde.

Guimarães

Quinta-feira - 28-03-19
Saímos depois do café, rumo à Guimarães, saindo pela A3 e depois pegando a A7. As duas estradas tem o mesmo esquema de pedágios das do dia anterior.
Chegamos em Guimarães cerca de uma hora depois.
A cidade é toda linda, cheia de monumentos e história (nada diferente das demais).
Ela é considerada a cidade berço, onde foi fundado Portugal, pelo então rei Dom Afonso Henriques.
Deixamos o carro estacionado (eita dificuldade em conseguir um lugar!) e ao sairmos demos de cara com o letreiro Aqui Nasceu Portugal na Torre da Alfândega. 
Seguimos para o Largo do Toural, fomos subindo devagarinho apreciando a beleza das ruazinhas. 
Chegamos nos Jardins do Carmo e entramos na Colina Sagrada
Ali vistamos o Castelo de Guimarães, depois a capela e o Paço dos Duques. Ficamos um bom tempo perambulando porque a paisagem é linda e o dia estava ensolarado.
Na descida, entramos na Igreja Nossa Senhora do Carmo e pudemos visitar a parte superior que é barroca e original de meados de 1700. Emocionante ver como foram preservados aqueles afrescos.
Ao sairmos, resolvemos almoçar e paramos no Restaurante Mumadona, que estava cheio de locais... parecia ser bom. 
Pedimos ensopado de cabrito... que delícia. Matamos o que estava nos matando. 
Guimarães é muito linda e deve ser uma delícia viver ali.
Após o descanso e o almoço, pegamos o carro e fomos até Braga.

Serra da Estrela

Terça-feira - 26/03/19
Pegamos a estrada por volta das 8:30 e seguimos pela A1 até a entrada para Viseu, usando a A25. 
Igrejinha da Santa Casa de
Gouveia
Na A1 o pedágio é aquele que você pega o passe ao entrar e na saída paga o que usou da estrada. Deu cerca de uns 3 Euros. Na A25 é um pedágio que vai acumulando na placa do seu carro, não precisa parar nem nada. Nos dias subsequentes você vai até uma tabacaria qualquer credenciada no QPago e paga o total de pedágios que passou. Também não é caro, considerando a qualidade das estradas.
Numa delas, numa descida muito íngreme tem umas saídas arenosas com elevação para os caminhões que por azar perderem os freios entrarem nelas e poderem parar. Achei sensacionais.
Bom, seguimos até Gouveia, no pé da serra. Duas horas de viagem, 168 km. 
Sopa de feijões verdes
A cidade de Gouveia é uma fofura. Toda limpinha, com monumentos, igrejas, muita história e pouco movimento. Dizem que ela teria sido habitada desde o século VI antes de Cristo. Existem fragmentos dessas épocas em alguns locais dali.
Encontramos um restaurante e comemos risoto de pato, com uma sopinha de feijões verdes antes. O senhorzinho que nos serviu era uma simpatia.
Depois fomos até o belvedere da cidade e seguimos nosso caminho em direção à Manteigas, o que levou mais ou menos uma hora.
Essa cidade linda e branquinha é o ponto onde os turistas param normalmente, no inverno para descansar e depois seguir para a Torre (local mais alto de Portugal) e para as pistas de esqui. Mas nós passamos, por ela e seguimos adiante pois já tínhamos reservado hotel em Covilhã.
Castelo de Belmonte
A estrada é bem sinuosa e chega dar um medo das ribanceiras que se passa bem pertinho.
Antes de chegarmos em Covilhã, passamos por Belmonte do lado oposto que entramos na serra. Belmonte é a cidade onde nasceu Pedro Álvares Cabral e a cidade com a maior comunidade judaica de Portugal.
A cidade é cheia de história a exemplo de todas as demais, tem vários monumentos, castelos e sinagogas. Conseguimos nos perder, na pequena cidade porque como as outras, ela remonta de séculos atrás e não tinha uma organização de ruas como hoje. 
Depois de tomarmos um café numa pequena cafeteria, percebemos que estávamos do lado oposto do Castelo de Belmonte, onde tínhamos estacionado o carro na frente. Dê-lhe pernas! Paramos numa sinagoga para pedir informação e o senhorzinho foi mega atencioso com esses dois bobos brasileiros.
Achamos o carro e rumamos para Covilhã. Dei uma folga pro Paulo e fui dirigindo. 
Sem mentira, a subida pro hotel que é na encosta da serra, é tortuosa, estreita e fui atrás de um ônibus quase todo tempo. A cidade é pregada nas ribanceiras... não sei como aquele povo faz para ir de um lado pro outro,
Paisagens bucólicas
subindo e descendo... mas enfim, chegamos ao nosso hotel... fiquei boba. 
Como era baixa temporada conseguimos um preço legal no Luna dos Carquejais. Um desbunde. Imagino que no inverno ele fique lotado. É muito lindo e a paisagem lá de cima mais linda ainda.
Tomamos um banho, descansamos e descemos para comer no restaurante. 
A exemplo de todos os portugueses que socializamos, o maitre e o garçon foram de uma simpatia tamanha que ficamos conversando longamente.
Eu comi uma truta e o Paulo comeu bacalhau. De sobremesa um mousse de lima... dos deuses. O vinho foi sugerido pelo maitre que nos trouxe um vinho branco raro da serra, por ser uma produção pequena e limitada. Muito bom!
Amamos. Aliás, todo mundo gosta de ser bem tratado né?
...
Quarta-feira - 27/03/19
Pouca neve  na Torre
Acordamos e fomos para o cafe(zão) da manhã do hotel.
Tinha tanta coisa que acabei comendo o trivial... mas o Paulo... heheheheh! Se ele ler isso me mata. Mas tava muito bom. Aliás, os pães de Portugal... affffff!
Fechamos a conta e saímos direto para a Torre.
O caminho é lindo e eu imagino que no inverno a visibilidade deva ser bem difícil devido à neve. Pudemos ver a barragem Covão do Ferro, mas sem neve ela é só mais uma barragem.
Encontramos neve, bem pouca, mas sim. Lá em cima da Torre inclusive dava para fazer um "esquibunda" se quisessem.
Compramos umas coisinhas típicas na banca lá de cima, tiramos muita foto, passamos frio e começamos a descida.
Conhecemos Loriga, uma cidade lindinha, pequena, branquinha e como todas as outras, com pouquíssima gente na rua. Caminhamos por ela e depois rumamos
Loriga
para Alvoco da Serra e Cabeça. Nessa última, com exceção de um caminhãozinho, não vimos viva alma. Também, tem 178 habitantes... deviam estar dormindo depois do almoço...
No retorno entramos nas praias fluviais de Loriga. Que coisa mais linda! Vários locais para banho na beira de um rio e uma ponte super antiga fazem da paisagem um cartão postal.
Voltamos então em direção à cidade de Seia, para sairmos da serra. Paramos num big mercado, tomamos a sopa do dia (sopa de pedra, juro!) e seguimos para Porto.
Vimos bastante coisa na serra, paramos para fotografar porque as paisagens são lindas. Obviamente que se tivesse mais neve seria mais bonito, mas super valeu a pena. Fiquei com a impressão de voltar no tempo em alguns lugares. 
Aquela parte central de Portugal transpira história.
Adorei. 

Porto

Domingo, 24-03-19 - partimos à Amsterdã bem no horário no vôo KLM 2006. Esperamos um tempo e às 11:35 voamos de Transavia (parceira holandesa da KLM) para Porto. Vôos bem tranquilos, low cost.
Francesinhas
Aterrisamos em Porto por volta das 13:15, tendo que atrasar o relógio em uma hora relativamente à Paris.
Pegamos a bagagem, fomos pra frente do desembarque e tinha uma van da Guerin (as locadoras normalmente tem esse shuttle) onde alugamos o Peugeot para nossa estadia.
Vizinhas
Chegando lá foi bem rápido, era domingo, estava vazio. Saímos com o GPS do Google Maps mesmo e como não era dia de trânsito intenso, por volta das 14:30 estávamos no nosso AirBnb. Os anfitriões, Inês e seu pai Narciso, nos aguardavam. Deram bastante dicas, foram super atenciosos. O local privilegiado no bairro da Boavista, com um apartamento super equipado, novinho, lindo, nos deixou mega felizes.
Rotunda
Deixamos nossas coisas e saimos em busca de um almoço.
Fomos até o Mercado Bom Sucesso, e almoçamos num restaurantezinho do lado de fora. Eu peguei uma francesinha normal e o Paulo com fritas. Delícia! E eu estava varada de fome.
Depois entramos no mercado. Imagine um lugar com todas as variedades de comidas portuguesas. Nham!!!
Amamos, cerveja boa, doces bárbaros, e até uma livraria!!!! Pertinho do apartamento o que foi melhor ainda!
Voltamos para casa, depois de dar uma passeada pelas cercanias, abrimos malas, e fomos descansar.

Segunda, 25-03-19 - neste dia tomamos um café caprichado, até porque tinha um mercado quase embaixo do prédio e aqueles pães de todos os tipos, quentinhos... os croissants!!! Chego a salivar de pensar...
Bom, saímos a pé e caminhamos até a praça da República. Dali descemos em direção ao centro histórico. 
Entramos em algumas da milhares de igrejas que tem no Porto. Uma mais linda que a outra, mas depois de tantas fica difícil lembrar qual é qual.
Subimos na Torre dos Clérigos e demos sorte que no fim do passeio na torre, dentro da igreja estava tendo um mini concerto de órgão. Sentamos ali para escutar e descansar.
Depois entramos na Lello... uma fila e um ajuntamento de gente enorme. Valeu para conhecer, mas não é assim que eu gosto de estar em uma livraria. 
Caminhamos bastante, fotografamos muitas fachadas lindas, azulejos e entramos da Estação São Bento. DIVINA! Tem que visitar estando em Porto.
Saímos dali em direção à Avenida dos Aliados, onde tem a Praça da Liberdade
Dali paramos para comer um bacalhau que estava divino num restaurante pequeninho perto da Santa Catarina (parecida com a nossa rua da praia aqui em Porto Alegre).
Descemos quase rolando até a Ribeira. Ficamos por ali curtindo o clima, os estudantes fazendo aquelas apresentações, uma cervejinha, contemplação mesmo. 
Depois atravessamos a Ponte de Dom Luís, paramos um pouco para ver uns rapazes que se atiravam no Douro em troca de dinheiro, e seguimos caminhando pelo lado de Gaia.
Chegando no bondinho, ganhamos uma prova de vinho do porto na vinícola Santa Eufêmia. Em seguida fomos de bondinho até a parte alta de Gaia e ali a vista é algo de espetacular. Seguimos vagarosamente pela parte de cima da Ponte de Dom Luís para o lado do Porto.
Lelo
Dali a vista da Muralha Fernandina e do Mosteiro da Serra do Pilar é sensacional.
Seguimos vagarosamente procurando o caminho para voltar até em casa. Passamos pelo Bolhão temporário (o Mercado do Bolhão está sendo reformado então o temporário está junto dum shopping perto da Av. Santa Catarina).
Paramos na Santo Ildefonso numa cervejaria artesanal chamada Levare. Batemos papo com um dos rapazes, acompanhamos a manufatura da cerveja que fica envidraçada e é possível ver. O aroma do lugar era muito bom.
Depois de abastecer fomos caminhando até em casa. Só esquecemos que tínhamos subidas pela frente já que na ida descemos tudo aquilo.
Ao chegar em casa meus pés latejavam. Comemos e descansamos.

Terça, 26-03-19 - Acordamos, arrumamos nossas coisas em mochilas, tomamos café e Serra da Estrela!!!

Quarta, 27-03-19 - Voltamos de nossa viagem para Serra da Estrela. Hora de descansar e relaxar.

Quinta, 28-03-19 - Saímos para Guimarães e Braga. Retornamos finalzinho da tarde e fomos caminhar na vizinhança. Acabamos conhecendo vários lugares na volta do apartamento. A igrejinha romântica da Cedofeita ficava bem pertinho.

Sexta, 29-03-19 - Acordamos mais cedo e partimos para Aveiro. Na volta caminhamos pela volta do apartamento.

Santa Catarina
Sábado, 30-03-19 - Neste dia fomos para a Av. Santa Catarina, exploramos vários shoppings, coisa não muito usual nas nossas viagens. Compramos algumas coisinhas. Paramos para almoçar na Santa Catarina mesmo, fomos na FNAC, passamos pelo Café Majestic e tomei um sorvete maravilhoso na Amorino.
Depois continuamos explorando o Bolhão provisório, o shopping encostado nele e caminhamos para casa. 
Descansamos e saímos para o Mercado Bom Sucesso. Tomamos cerveja, comemos e relaxamos por ali mesmo.

Parque da Cidade
Domingo, 31-03-19 - Saímos mais tarde, de carro, e fomos ao Parque da Cidade. Tem estacionamento gratuito. Deixamos o carro ali e ficamos horas passeando pelas alamedas e lagos daquele lindíssimo parque. Fomos parar na praia onde está o Castelo do Queijo, em Matosinhos. Paisagens deslumbrantes. 
Visitamos o Castelo do Queijo e curtimos o clima. Estava cheio de crianças fazendo aulas de surfe.

Muitas fotos e muitas caminhadas depois retornamos pelo outro lado do parque em direção do estacionamento.
Parque da Cidade
Rumamos de carro para a Foz do Douro. Estacionamos no Jardim do Passeio Alegre, na Praia das Pastoras e comemos algo na feirinha que estava rolando ali. Fomos ver a foz e o Farol das Felgueiras. Realmente as ondas são fortíssimas e a maré estava baixa. Imagino como seja na maré alta. Vimos tombos, banhos e deslizes também. Divertidíssimo.
Felgueiras
Voltamos ao Passeio Alegre, fomos tomar um cafezinho. Depois sentamos num banco da praça, o Paulo cochilou e eu li um bom pouco do meu livro.
A tarde passou tranquila e serena como um domingo tem que ser.
Saímos dali e fomos costeando o Douro até quase a Ribeira onde fomos obrigados a rumar para o centro porque ali acabava a rua da margem que tem vários nomes ao longo dela.
Retornamos cansados e felizes para casa.

Segunda, 01-04-19 - Neste dia, depois do café fomos explorar a Rotunda da Boa Vista com aquele monumento do leão maravilhoso.
Rotunda da Boa Vista
Monumento aos Heróis da 
Guerra Peninsular
Entramos na Casa da Música, que é algo maravilhos arquitetonicamente falando. 
Saímos dali e fomos visitar o cemitério de Agromonte. Ele é bem bonito, com várias obras bonitas homenageando alguns ilustres enterrados ali.
Entramos num shopping ao lado do Mercado Bom Sucesso. Compramos algumas coisas e depois almoçamos um bacalhau maravilhoso no mercado.
Bacalhau com Nata
Fomos para casa largar as coisas, pegamos um metrô e descemos perto da ribeira. Andamos num passeio daqueles barcos que sobem o Douro e depois voltam até a Foz. As paisagens olhando de dentro do barco são lindas demais. De qualquer um dos lados.
Acabamos o passeio, começou a chuva. Entramos num café e tomamos um americano com um salame de chocolate. Nham.
Pegamos o metrô de volta para casa e aí sim, fazer as malas pra voltar. Tristeza...

Terça, 02-04-19 - Limpamos e organizamos as coisas, colocamos as malas no carro, devolvemos a chave do apartamento e fomos em direção à locadora. Depois enfim aeroporto... fizemos nosso checkin para Paris e em Paris para Rio de Janeiro.

Portugal definitivamente conquistou meu coração. Que país lindo, que gente querida, que comida!! Amei! 

Lembranças:
Matoisnhos

Parque da Cidade

Ponte Dom Luís

Azulejos da Estação São Bento

Carrosselzinho....