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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Andorra

No mesmo dia 7 de março, após pararmos para almoçar na estrada entre Besalú e nosso destino, chegamos à Andorra. Mas antes de contar como foi no principado, queria dizer que nunca vi uma estrada tão cheia de curvas e com paisagens tão encantadoras. Você segue subindo porque está indo em direção aos Pirineus, e lá pelas tantas aparecem aquelas montanhas nevadas, misturadas com o céu azul e a paisagem... dá vontade de ficar olhando eternamente.
Nossa viagem da última parada até Andorra La Vella levou aproximadamente 3 horas porque seguimos numa estrada sem pedágio, portanto mais estreita e mais cheia de curvas. Mas valeu a pena!
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Você passa a fronteira dos países Espanha e Andorra e logo em seguida, andando alguns poucos quilômetros, chega na capital. 
Andorra La Vella é basicamente comercial, tem diversas estações de esqui e uma estação termal muito conhecida chamada Caldea
Na Caldea há a opção de fazer pacotes diários, assinaturas, ou então verificar se seu hotel é credenciado. Se for, basta marcar o horário pretendido na recepção e fazer o pagamento. Depois é só curtir. De minha parte achei o preço bem salgado para o nosso bolso brasileiro.
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Nosso hotel era uma fofura, em Les Escaldes, chamado Les 7 Claus. Fizemos a reserva pelo Booking e ainda conseguimos o estacionamento. A cidade é estreita, no meio de paredões de pedra e lugar para deixar o carro é relíquia.
O café da manhã, o quarto, o atendimento, tudo muito confortável e gostoso.
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Depois de deixarmos as malas saimos para a rua e fizemos o que todos fazem quando vão turistar em Andorra La Vella: passear nas lojas. Tem muitas. Conseguimos algumas ofertas bem boas e valeu a pena comprar. Para quem não sabe, Andorra é um principado independente entre França e Espanha e é um dos paraísos fiscais da Europa. A língua oficial é o catalão, mas falam francês, inglês, espanhol e até português.
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No dia seguinte, 8 de março, era domingo. Saímos após o café para conhecer outro lado da cidade, fomos até o Museu Carmem Thyssen e na Igreja Sant Père Martir. Nessa altura já evitávamos nos aglomerar com as pessoas, então ficamos principalmente ao ar livre.
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Atenção - Foi nesse dia que a Espanha liberou a marcha das mulheres e houve a maior contaminação em massa da Europa. 
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Depois de almoçarmos, fomos até a estação de esqui em Pal, Vallnord Pal Arinsal.
Estacionamos e nos dirigimos para a base do teleférico. Tem a opção de ir de carro, mas queríamos andar naquelas cabines suspensas. Subimos até a estação e lá ficamos nos maravilhando com tudo: a neve, os esquiadores de todos os tamanhos e níveis, o bar com  música alegre e uma equipe de esquiadoras que dançava até com coreografia. Depois de bebermos chocolate quente (eu) e cerveja (ele) e darmos uma relaxada, descemos para a cidade de Pal e dali fomos visitar o Santuário de Meritxell.
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Reza a lenda que um pastor estava indo para uma missa em uma outra capela e no meio da neve viu um pé de rosas florecido em pleno inverno. Se aproximou e encontrou a estátua da Virgem Maria. Levou-a ao cura (padre) e colocaram no altar. No dia seguinte, ao entrarem na igreja não estava mais lá a imagem. Ela estava depositada embaixo do mesmo pé de rosas florecido onde tinha sido encontrada anteriormente. Decidiram então que ali seria construido o primeiro santuário da região. 
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O prédio original, construido no século XII incendiou em 1972, destruindo quase tudo que havia dentro. O povoado e a curia se reuniram, angariaram fundos e construiram o santuário atual, que recebe centenas de peregrinos. O prédio original foi conservado e reconstruidas as partes afetadas pelo fogo. Dentro dele há uma exposição permanente das relíquias que restaram da tragédia.
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Depois de voltarmos do nosso passeio, descansamos e saímos para caminhar de noite na cidade de Andorra La Vella. A cidade estava toda iluminada e caminhamos por ruas que ainda não tínhamos estado antes. 
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No dia 9 de março, tomamos nosso café no hotel e fizemos checkout, rumo ao sul. Nosso destino: Lerida e Zaragoza.
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Caso eu pudesse voltar um dia, gostaria de ficar uma semana pelo menos. Existe a possibilidade de visitar os outros parques de esqui, que tem atividades para quem não esquia também. Poderia aproveitar a Caldea e conhecer mais profundamente a história desse principado, já que na capital tem diversos museus para visitar. 
Quem sabe né?
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Alguns registros:



















domingo, 24 de maio de 2020

Monells

No mesmo dia 5 de março, depois de passearmos e almoçarmos em Girona, rumamos em direção à Costa Brava, nosso destino.
No caminho paramos na pequeníssima e pitoresca Monells onde foi rodado em 2015 o filme "Ocho Apellidos Catalanes".
É um pequeno vilarejo medieval que fica há 130 km de Barcelona e bem próximo de Girona.
As paisagens do caminho são imperdíveis. Dá vontade de parar para fotografar tudo.
A visita não leva mais que uma hora e pode presentear os viajantes com lindas fotografias.
No dia que lá estivemos não havia viva alma nas ruelas. Apenas uma pessoa recolhendo mesas e cadeiras no crepúsculo. 
Essa pequena pérola, na época medieval era um mercado de grande importância na região e cresceu ao redor de um castelo do qual só restaram as muralhas.
É um lindo passeio, com imagens bucólicas e pitorescas, especialmente o centro da cidadezinha e a Igreja San Ginés. 
A Espanha é lindíssima e seu interior abriga relíquias como Monells.
Se um dia eu puder, quero voltar.

Alguns Registros:




















Igreja San Ginés


quarta-feira, 20 de maio de 2020

Girona

No dia 05 de março saímos do apartamento, fomos pro centro de Barcelona, pegamos o carro na AVIS e rumamos à Girona.
Dirigir na Espanha é tão ou mais gostoso que dirigir em Portugal. As estradas são ótimas, mesmo as adjacentes. A gente não percebeu mas no GPS a opção "sem pedágio" estava clicada. O que aconteceu foi que passeamos por mais paisagens fora da autoestrada. 
Saímos por volta de 10:00 de Barcelona e chegamos em Girona uma hora depois, percorrendo os 100 km de distância tranquilamente.
Deixamos o carro num estacionamento de rua e fomos caminhar pela cidade. 
É de perder o fôlego. 
Rio Onyar
A ponte de pedra e as casinhas coloridas do rio Onyar são um deleite para os olhos.
Passeamos pela muralha romana, os Jardins de La Francesa e depois fomos na Catedral de Gironaonde foram filmados trechos de GoT.
A Basílica de Sant Feliu estava fechada, mas a visão externa já nos deu a ideia da beleza no interior.
Passamos pela Universidade de Girona, entramos nas ruelas de cinema da cidade, nos perdemos e nos encontramos.
Depois de bater muita perna paramos para almoçar num local que tinha mesas na rua. Sentimos confiança e sentamos ali. Comemos lasanha e tomamos cerveja e água. 
Depois passeamos pelo Parc de La Devesa-Guell. Neste local, na primavera e no verão, se faz piquenique e é ideal para o "dolce far niente". Como passamos por lá no outono, as árvores (milhares) estavam quase todas sem folhas, o que dava um aspecto bem pitoresco ao local.
Na minha opinião, Girona é aquele tipo de cidade que você conhece numa passada, ou se quiser aprofundar as visitas, sem stress, pelo menos passar uma ou duas noites. Vimos o que podíamos, mas a vontade era ficar.
Aqui, uma boa sugestão de roteiro em Girona no site Quase Nômade.
Quem sabe voltemos um dia, né?

Alguns cliques:






Catedral de Girona


Parc de la Devesa-Guell

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Barcelona - 3

Esta foi a terceira vez que estivemos em Barcelona.
Como já comentei, essa viagem coincidiu com o boom da pandemia na Espanha, então por si só o clima já estava diferente. 
Caminhamos bastante, evitamos transporte público sempre que pudemos.
Quando chegamos no aeroporto, pegamos o ônibus A1 praticamente vazio e descemos na Plaza Catalunya. Dali fomos ao metrô estação Urquinona, pegamos o trem até a estação Joanic.
Parc de la Ciutadella - cascada monumental
Nosso apartamento era uma fofura, bem espaçoso, confortável, tinha tudo que precisávamos. A única coisa chata foi abrir minha mala e dar de cara com a garrafa térmica do chimarrão quebrada. Tivemos que adiar o mate mas depois providenciamos uma nas imediações.
Descobrimos a vizinhança, compramos algumas coisas no mercado e fizemos almoço. Depois fomos caminhando até o Arc do Triomf e Parc de la Ciutadella.
Dali fomos até o bairro gótico, perto da Catedral e pegamos o trem de volta. Nesse dia estávamos cansadissimos. Depois de jantar caímos na cama e desmaiamos. 
No dia seguinte, dia 2/3 (segunda-feira), depois do café fomos ao encontro da guia da Freetours, a Kati, na frente da Catedral. Foi uma experiência de duas horas e meia incrível porque passeamos por todo o bairro gótico, e ela foi explicando diversas particularidades que nem imaginávamos. Das outras vezes passamos na frente de vários locais que são pérolas históricas da Idade Média e nem tínhamos ideia. Foi muito válido. 
La Boqueria
Entramos nas ruinas romanas, na catedral, Plaça del Rey, Rua Laietana, Plaça Sant Jaume, Plaza San Felipe Neri, ouvímos sobre as lendas da bandeira catalã, histórias de Pablo Picasso, sobre São Jorgeo padroeiro da Catalunha,sobre a Guerra Civil espanhola, sobre os reis católicos, sobre a padroeira Santa Eulália e tantas outras.
O Freetours normalmente é grátis, mas no final quem quiser deixar uma contribuição extra pro guia, é livre. Para cada freetour, contribuíamos com 10 euros cada um. Se fôssemos contratar uma agência sairia 10 vezes mais no mínimo. É bem simples, entra no site, se cadastra e agenda o tour. No dia, hora e local marcados todos se encontram e se apresentam e segue o baile.
Museu da Música
Depois do tour que acabou no Port Vell, almoçamos no grego de sempre. Fomos dar uma volta no endereço  em que ficamos na vez anterior, depois fomos no La Boqueria, na Casa Beethoven, caminhamos pela rambla, paramos num café, depois caminhamos até a Plaça Catalunya. Entramos na FNAC e depois direto pra casa. O dia já tinha virado noite a essa altura.
No dia 3/3 (terça-feira), dormimos até mais tarde. Depois do café descemos a pé e vagarosamente até o L´Auditori. Não encontramos a bilheteria aberta, porém descidimos ir a o Museu da Música que era do lado. Sensacional. Imperdível eu diria. 
Dali almoçamos num restaurante de bairro, bem simples e bem servido.
Caminhamos até o Museu do Design e visitamos. Muito peculiar e dei muita risada com o Paulo nesse dia.
Às 17:00 tínhamos entradas para a Sagrada Família. Fomos até lá a pé, esperamos a nossa hora e entramos. As cores quando o sol bate nos vitrais, no lado de dentro, são impressionantes. Parece que você está caminhando num arco íris.
Port Vell
Depois, ainda a pé, fomos numa escola de música que tínhamos visto um anúncio num poste. Faltava um tempo então entramos na Bodega Iturre, bem catalã. Comemos queijos e tomamos vinho. Delícia!
Chegado o horário entramos na escola e fomos ao auditório onde houve uma apresentação com um quarteto de jovens tocando metais. A maioria da plateia era família deles.
Dali fomos a pé para casa. Mais um dia puxado!
Dia 4/3 (quarta-feira), saímos depois do café e de metrô fomos até a estação Poblenou e descemos. Caminhamos desde lá até o Port Vell.  Mas antes de chegar, passamos por vários locais, almoçamos num restaurante chinês, fomos na barceloneta. Quando chegamos no Port Vell, fomos no shopping Maremagnum dar uma volta e tomar um café. Dali fomos ao Montjuic de metrô, passeamos e, ao anoitecer,  descemos para o shopping Arenas (a antiga Plaza de Toros). Dali fomos de metrô para casa. Tínhamos que fechar malas, porque o dia seguinte era pé na estrada!
Shopping Arenas
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A cidade nesse período estava aparentemente normal. Era sabido que a fonte de águas no Montjuic estaria vazia porque no mês de março se faz costumeiramente a limpeza e manutenção. Então não perdemos nada do que pretendíamos fazer até então.
Como disse, sempre com álcool gel e máscara, evitando qualquer aglomeração, mas até o transporte público estava tranquilo nas horas que usamos.
Uns dias depois, quando não estávamos mais em Barcelona, rolou aquela marcha das mulheres com milhares de pessoas nas ruas em toda Espanha.
O previsto aconteceu: supercontaminação e explosão de mortes no final de março e abril.
A experiência, como todas, foi válida. 
Um dia, se for possível, quem sabe possamos voltar mais uma vez pra essa cidade que tem uma imesidão de coisas pra se ver e fazer.
Por agora, só lembranças e saudade.

Outros registros:


Ainda no aeroporto de Porto Alegre
(só pq gostei da foto!)

Parc de la Ciutadella
 
Bairro Gótico
Bairro Gótico - ao lado da Catedral


Museu do Design


Museu do Design

Sagrada Família

Sagrada Família

Sagrada Família por dentro

Barceloneta

Melhor companhia sempre
 
Port Vell

BCLN by night